Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A China Medieval.


CHINA MEDIEVAL

DINASTIA TANG
O período Tang (618-906) é considerado a época de ouro da china medieval. Nesse período, seus imperadores promoveram uma série de reformas importantes, entre quais cabe citar:
1- a reconstrução de duas importantes capitais do império  changan e loyang. Essas duas cidades ganharam avenidas largas  e arborizadas um centro administrativo e grossas muralhas de proteção;

Muralha da China

2 - a distribuição de lotes de terra aos camponeses a fim de que eles conseguissem sobreviver e pagar impostos ao governo;
3 - a reorganização e o treinamento dos exércitos imperiais, com especial destaque para a cavalaria.
618              906                                         960                          1279                              1368                      
|                        |                                               |                                |                                     |
DINASTIA TANG  | ERA DAS CINCO DINASTIAS |  DINASTIA SONG |      DINASTIA DOS MONGÓIS 

Com um exército organizado e poderoso, o Império Chinês expandiu  suas fronteiras  conquistando terras por meio de guerras ou acordos  e passou   abranger uma vasta área que vai da coreia, a leste, até a pérsia, continuou se expandindo, porém foram parados pelos árabes muçulmanos em 751, na batalha de talas.

A SOCIEDADE
Na época dos TANG, o IMPERADOR governava por meio de DECRETOS nomeando e demitindo pessoas conforme sua conveniência; já a NOBREZA era o grupo mais rico e prestigiado da sociedade e ocupava cargos altos no governo. Muitos desses nobres eram parentes do imperador ou de suas concubinas(amantes).
Eles moravam  em residências confortáveis localizadas no campo, e cultivavam o hábito de beber chá, jogar xadrez e enfeitar a casa com flores.



Outro grupo prestigiado na época era os MERCADORES, entre os quais havia muitos estrangeiros, Isso porque os Tang facilitavam a entrada dos estrangeiros no pais.
Os mercadores estrangeiros viviam em bairros separados, na cidade de changan ,capital do país. Na época, o comércio entre a China e a Europa era intenso. Os principais produtos chineses de exportação, a seda e a porcelana, seguiam para a Europa pela rota da seda e eram pagos com ouro.
Havia ainda os ARTESÃOS reunidos  em corporações que arrumavam colocação para os seus produtos; os TRABALHADORES ESPECIALIZADOS, como babás, guardas, músicos; e os trabalhadores braçais que carregavam água, construíam e consertavam estradas e cuidavam da limpeza pública.
Os CAMPONESES formavam a maioria da população chinesa e levavam uma vida muito difícil; trabalhavam do nascer ao por do sol nas plantações de arroz, chá, cereais e frutas, tendo poucos minutos para a principal ou única refeição diária, feita ao meio dia. Alimentavam-se basicamente de carne de porco ou de peixe e arroz.
A sociedade chinesa estava assim  constituída quando foi fortemente influenciada  por uma religião vinda da Índia, o budismo.

A SOCIEDADE ESTAVA ASSIM DIVIDIDA:
1º IMPERADOR
2º NOBREZA
3º MERCADORES
4º ARTESÃOS
5º TRABALHADORES ESPECIALIZADOS
6º CAMPONESES

BUDISMO

Representação de Buda.

O Budismo é uma religião surgida a partir dos ensinamentos de SIDHARTA GAUTAMA, um príncipe nascido no século IV a.C., no atual Nepal que na época pertencia  a Índia.
Sidharta cresceu no palácio de seu pai cercado de carinho e de conforto; certo dia decidiu deixar o palácio, viver entre os pobres e meditar. O que ele mais desejava era descobrir por que o ser humano sofre.
Após muito meditar, chegou a conclusão de que a fonte de todo o sofrimento  é o desejo.
O desejo de riqueza, de poder, de fama...
Acreditava que, libertando do desejo, a pessoa  eliminaria  o sofrimento e alcançaria o NIRVANAAos poucos, várias pessoas passaram a segui-lo chamando-o BUDA, isto é, o iluminado. Buda acreditava na reencarnação, isto é, que a alma não morre com a pessoa, mas renasce em  outros corpos incontáveis vezes.

Para chegar ao nirvana, Buda aconselhava  a seguir oito regras.

Alcançando o nirvana, a pessoa não teria mais que reencarnar e, portanto, não precisaria mais sofrer. Valorizando a caridade, a sabedoria e a não violência, o budismo alastrou-se rapidamente.

SEGUE ABAIXO AS OITO REGRAS DO BUDISMO:
1. TER BOAS INTENÇÕES.
2. SER HONESTO.
3. ESFORÇAR-SE O SUFICIENTE.
4. EVITAR MAUS PENSAMENTOS.
5. CONCENTRAR-SE AO FAZER AS COISAS.
6. SER JUSTO NAS DECISÕES.
7. FALAR SOMENTE O NECESSÁRIO E NO MOMENTO OPORTUNO.
8. FAZER O QUE É CONVENIENTE.


O BUDISMO NA CHINA
Os principais responsáveis pela entrada do budismo na china foram os comerciantes; por isso os primeiros centros budistas contavam com grandes bibliotecas.
Assim como o cristianismo se espalhou de Roma para o resto da Europa o budismo se alastrou da china para diversos pontos do oriente, como Tibete, Coreia e Japão.


GOVERNO X BUDISMO
Conforme o budismo foi crescendo, o governo chines passou a persegui-lo por três motivos principais:
1.Os monges e as monjas  não pagavam impostos sobre os mosteiros e as fazendas que possuíam;
2.ao se converterem ao budismo, uma religião pacifista as pessoas negavam-se a lutar na guerra pelo Império Chinês;
3.os templos budistas faziam sinos,objetos de culto e estátuas de cobre, e o governo estava com falta desse metal para cunhar moedas.
Em 845, o governo chinês baixou um decreto acusando o budismo de ser uma religião de estrangeiros e de enfraquecer a china. Em seguida , apropriou-se de terras, metais e moedas de vários mosteiros, mandou destruir vários deles e obrigou milhares de religiosos a deixar seus cargos. 

A DINASTIA SONG
Durante a dinastia Song, iniciada em 960, a China progrediu. Registrou-se o desenvolvimento da cultura do arroz, a população passou a se alimentar melhor e cresceu, chegando a 100 milhões de habitante. O governo recolheu mais impostos, incentivou a navegação e o comércio de longa distância e passou a manter orfanatos, cemitérios públicos, celeiros comuns (tarefas feitas antes pelos monges budistas). Durante a dinastia Song ocorreram também inovações técnicas, como a xilogravura e a tipografia.


KAI-FENG, CAPITAL DA CHINA NO ANO 1000

Entre os séculos X e XI, a China passou por um processo de urbanização acelerada. Exemplo disso é a cidade de Kai-Feng, centro comercial com hospedarias, lojas e oficinas de artesanato. Nas praças principais viam-se restaurantes finos, onde os mais ricos chegavam de riquixá (cadeirinha com duas rodas puxadas por um homem a pé). Já os mais pobres alugavam carroças ou barcos para se locomover, transportar pertences ou comerciar.
A capital da China ligava-se a outras grandes cidades chinesas por meio de estradas de pedras e tijolos, onde era intenso o trânsito de comerciantes. Outra via de comércio eram os ricos, constantemente percorridos por veleiros, que também viajavam para o exterior. As viagens de longa distância realizadas pelos grandes veleiros chineses (os maiores do mundo na época) tornaram-se mais seguras graças à bússola e à pólvora, que também foram descobertas na China.
Navegando na direção sudeste, abarrotados de mercadorias (sedas, porcelanas, papel), os grandes veleiros chineses iam até a Índia. Lá os comerciantes chineses trocavam com os árabes seus produtos por produtos ocidentais.

A CHINA INVADIDA

Em 1127, povos guerreiros, conhecidos como tártaros, invadiram a China e tomaram a parte norte do país, obrigando os Song a mudar sua capital para a cidade de Hang-Tchou, no sul. No século XIII, uma nova onda de invasões atingiu a China. Dessa vez, foram os mongóis, liderados por GÊNGIS KHAN.
Seu neto, KUBLAI KHAN, venceu a resistência chinesa e, em 1279, tornou-se imperador da China, com o nome Yuan. Foi naquela época que o europeu MARCO POLO viajou para a China e registrou a experiência em seu Livro das Maravilhas. Até então, os europeus não sabiam quase nada sobre a China, pois seus contatos com os chineses eram raros por causa da enorme distância que os separava, das dificuldades de comunicação por terra e mar e dos frequentes ataques de hunos ou mongóis.


3 comentários: