Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pré-História, Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.



Pré-História
As fases da Pré-História, cultura e arte pré-histórica, Paleolítico
( Idade da Pedra Lascada ), Mesolítico, Neolítico (Idade da Pedra Polida), a vida dos homens das cavernas, nômades e sedentários, origem da agricultura, arte rupestre, resumo

Arte Rupestre: pintura em paredes de cavernas


Introdução
Podemos definir a pré-história como um período anterior ao aparecimento da escrita. Portanto, esse período é anterior há 4000 a.C, pois foi por volta deste ano que os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme.
Foi uma importante fase, pois o homem conseguiu vencer as barreiras impostas pela natureza e prosseguir com o desenvolvimento da humanidade na Terra. O ser humano foi desenvolvendo, aos poucos, soluções práticas para os problemas da vida. Com isso, inventando objetos e soluções a partir das necessidades. Ao mesmo tempo foi desenvolvendo uma cultura muito importante. Esse período pode ser dividido em três fases: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada
Nesta época, o ser humano habitava cavernas, muitas vezes tendo que disputar este tipo de habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região. Desta forma, o ser humano tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade coletivas.
Paleolítico: Machado de madeira e pedra (reprodução)

Nesta fase, os seres humanos se comunicavam com uma linguagem pouco desenvolvida, baseada em pouca quantidade de sons, sem a elaboração de palavras. Uma das formas de comunicação eram as pinturas rupestres. Através deste tipo de arte, o homem trocava idéias e demonstrava sentimentos e preocupações cotidianas.

Mesolítico
Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar sua habitação além de conseguir calor nos momentos de frio intenso. Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais. Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu diminuir sua dependência com relação a natureza. Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma necessidade.
Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela proteção e sustento das famílias, a mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida
Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a sedentarização,  a criação de animais e a agricultura em pleno desenvolvimento, as comunidades puderam trilhar novos caminhos. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objetos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade e rapidez. A produção de excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a necessidade de trocas com outras comunidades. Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador especializado.

Evolução do Homem na Pré-história (principais espécies)
- Australopithecus
- Pithecanthropus erectus
- Homem de Neandertal
- Homem de Cro-Magnon - Homo Sapiens

Paleolítico 
O que foi o Paleolítico, ferramentas, Idade da Pedra Lascada, Homens das Cavernas, produção do fogo, características
Homens do Paleolítico
Paleolítico: a caça era uma das principais fontes de alimentação

Introdução 
O Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, é a primeira fase da Idade da Pedra. Vai de 2 milhões a.C (época aproximada em que o homem fabricou o primeiro utensílio) até 10.000 a.C (início do Período Neolítico).

Principais características do período Paleolítico:
Fabricação de ferramentas e caça 
Exemplo de ferramentas do Período Paleolítico

Este período da Pré-História se caracteriza pela fabricação de ferramentas (machados, lanças, cajados, facas, etc) e outros objetos de pedra, ossos e madeira. A vida neste período baseava-se na caça de animais, pesca e coleta de alimentos (frutos, folhas e raízes).

Nomadismo 
Os homens deste período eram nômades, ou seja, se deslocavam constantemente de um local para outro em busca de água e alimentos. Como precisavam deixar o local constantemente, buscavam moradias provisórias como, por exemplo, cavernas e vãos entre rochas.

Economia 
A economia na fase do Paleolítico era de subsistência, ou seja, não acumulavam nem produziam para o comércio, mas apenas para a sobrevivência do grupo. Os bens de produção do grupo (ferramentas, utensílios e outros objetos) eram de propriedade coletiva.

Organização social 
Os homens se organizavam em pequenos grupos, cuja liderança era do mais forte e experiente. Aos homens cabia a tarefa de caçar, pescar e proteger o grupo. As mulheres ficavam com a função de preparar o alimento e cuidar dos filhos.

Comunicação 
A comunicação neste período era baseada na emissão de pouca quantidade de sons (ruídos). Outra forma muita usada de comunicação foram as pinturas rupestres (desenhos feitos em paredes de cavernas). Através destes desenhos (arte rupestre) eles marcavam o tempo, trocavam experiências e transmitiam mensagens e sentimentos.
O fogo
Produção do fogo no Paleolítico


Uma das grandes descobertas do período foi a produção do fogo. Este era produzido através de dois processos. O mais rudimentar era a fricção de duas pedras sob um maço de palha seca. A faísca obtida incendiava a palha. Num segundo procedimento, mais elaborado, um graveto era girado sob o furo de uma madeira seca. Este procedimento, através do aquecimento, gerava calor que passava para a palha, provocando o fogo.

Rituais
No Paleolítico, os homens já realizavam rituais funerários. Arqueólogos encontraram, em várias regiões, potes de cerâmica com restos mortais e objetos pessoais dentro de cavernas. Eram também realizados rituais religiosos com a utilização do fogo.

Hominídeos que viveram no Paleolítico
Australopitecos , Homo Habilis, Homo Erectus, Homo Sapiens, Homem de Neanderthal e Homem de Cro-Magnon.

Mesolítico
História do período Mesolítico, avanços, características do período, domínio do fogo, desenvolvimento da agricultura, Pré-história
Machado feito no período do Mesolítico


             Introdução 
O período Mesolítico é uma fase intermediária da Pré-história entre os períodos Paleolítico e Neolítico. Esta fase não ocorreu em todas as regiões do mundo, mas apenas naquelas onde a glaciação teve efeitos mais consideráveis. O Mesolítico teve início há, aproximadamente, 10 mil anos atrás e terminou com o desenvolvimento da agricultura.

O Mesolítico foi um período de transição, porém representou grandes avanços no sentido de garantir melhores condições de sobrevivência para o homem pré-histórico. 

Principais avanços do período Mesolítico:
- Domínio do fogo: com esta conquista o homem da Pré-história conseguiu espantar os animais selvagens que lhe representavam perigo. Foi possível também esquentar e iluminar a moradia, além de possibilitar o consumo de alimentos e carne cozida ou assada.
- Domesticação dos animais: possibilitou garantir uma reserva de alimento para o momento que houvesse necessidade, eliminando a dependência da caça. 
- Desenvolvimento da agricultura: com este avanço, o homem da Pré-história deixou de ser nômade para ser sedentário. Diminuindo a dependência da natureza, a agricultura garantiu maior quantidade de alimentos.
- Divisão de trabalho por sexo: os homens ficaram responsáveis pelo sustento da família e segurança do local, enquanto às mulheres cabiam as funções de cuidar dos filhos e da organização da habitação. Esta divisão de trabalho melhorou a organização social na Pré-história, favorecendo o desenvolvimento das famílias.

Início das sociedades
Muitos historiadores e antopólogos defendem a idéia de que as raízes da primeiras sociedades camponesas estavam presentes nas comunidades de coletores e caçadores complexos do período mesolítico.

Neolítico 
O que foi o neolítico, sedentarismo, desenvolvimento da agricultura, domesticação de animais, formação das
 primeiras comunidades, divisão do trabalho, economia de trocas, idade da Pedra Polida
Neolítico
Pote de cerâmica do período Neolítico


Introdução 
Neolítico, também conhecido como Idade da Pedra Polida foi a fase da pré-história que ocorreu entre 12 mil e 4 mil AC. O início deste período é marcado com o fim das glaciações (época em que quase todo planeta ficou coberto de gelo) e termina com o desenvolvimento da escrita na Suméria (região da Mesopotâmia).

Entre as principais características do Neolítico, podemos citar:

- Desenvolvimento da agricultura. Este avanço permitiu ao ser humano ter uma vida menos dependente da natureza. Não necessitava mais coletar frutos, vegetais e raízes.
- A domesticação dos animais (cabras, bois, porcos, cavalos e aves) também colaborou com a melhoria na qualidade de vida. Aliada a agricultura, a domesticação dos animais permitiu ao homem um aumento significativo na quantidade de produção de alimentos.

- Em decorrência do desenvolvimento da agricultura e domesticação dos animais, o ser humano deixou de ser nômade (sem moradia fixa) para tornar-se sedentário (com moradia fixa). Este fato permitiu o desenvolvimento das primeiras comunidades (tribos, aldeias, vilas e cidades). Estas primeiras comunidades desenvolviam-se às margens de rios e lagos. Além de suprir as necessidades básicas, a água assumia uma nova função na vida dos homens: irrigar o solo para o plantio.

- Com o aumento na produção de alimentos, criou-se a necessidade de armazenamento. No Neolítico ocorreu um grande desenvolvimento da arte cerâmica.
- Nas primeiras comunidades que se formavam, a organização do trabalho tornou-se necessária. Os homens ficaram encarregados da caça, pesca e segurança (função militar de proteção). As mulheres ficaram com as tarefas de cuidar dos filhos, da agricultura e do preparo dos alimentos.
- Com o aumento da produção ocorreu a geração de excedentes. Além de armazenarem para os períodos de maior necessidade, os homens começaram a trocar estes produtos com outras comunidades. Foi o início da economia de trocas.
- Com mais alimentos, ocorreu um significativo aumento populacional. Este fato passou a gerar a necessidade de formas de administração mais desenvolvidas, inclusive com estabelecimento de lideranças e funções mais específicas dentro da comunidade.
- Ocorreu também, no Neolítico, um significativo desenvolvimento das práticas religiosas (rituais), culturais e artesanais.

Fonte: www.suapesquisa.com



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Filosofia.

Você sabe o significado da palavra filosofia ?

Palavra grega composta de philo e sophía. Philo quer dizer "aquele ou aquela que tem um sentimento amigável", pois deriva de philía, que significa "amizade e amor fraterno". Sophía que dizer "sabedoria" e dela vem a palavra sophós, "sábio". Filosofia significa, portanto, "amizade pela sabedoria", "amor e respeito pelo saber", e filósofo, "o que tem amizade pelo saber".
Os grandes filósofos da História

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Revolução Mexicana.

Alguns textos para pesquisa sobre a Revolução Mexicana:

As principais lideranças - Emiliano Zapata e Pancho Villa

O processo de independência na América Hispânica, conforme salientado por vários estudiosos, não trouxe profundas transformações no antigo quadro colonial. No México, os traços eminentemente agrários e excludentes de sua economia ganharam maior força durante a ditadura estabelecida por Porfírio Diaz. Governando o México de 1876 e 1911, o chamado “porfiriato” teve como missão política maior preservar os privilégios da elite que abraçou o movimento de independência.
Nesse período, a sociedade mexicana era formada por maioria de analfabetos que somavam um total de 11 milhões de pessoas. Grande parte dessa massa desinformada e miserável era composta por indivíduos de origem indígena submetidos ao desmando legitimado dos grandes proprietários de terra. Nesse contexto, notaremos a formação de um movimento popular afastado dos grandes círculos de discussão ideológica e política, marcado por seu caráter popular e social.
Nos primeiros anos do século XX, camponeses começaram a se mobilizar em torno de um projeto reivindicatório que defendia maior acesso às terras. Nos centros urbanos, a oposição ao status quo se manifestava na ocorrência de greves operárias e críticas de jornal. Todo esse processo de oposição chegou ao ápice quando Porfírio Diaz anunciou sua renúncia, em 1911. Logo em seguida, defendendo a ampliação de direitos políticos, Francisco Madero foi eleito com um amplo apoio de uma população seduzida por promessas de reforma social e fim da exclusão social.
Francisco I Madero


As expectativas de uma população asfixiada por todo esse processo de segregação cercaram a posse do novo presidente mexicano. Os camponeses já se mobilizavam em torno de uma reforma agrária, ampliação dos direitos e liberdades, e a valorização do elemento indígena na sociedade mexicana. Sobre o lema “terra e liberdade”, os trabalhadores rurais foram liderados por Emiliano Zapata – caudilho da região sul – e Pancho Villa, camponês pobre da parte meridional.
A administração de Madero, em pouco tempo, tornou-se sinônimo de frustração. A insatisfação camponesa se traduziu na intensificação das revoltas contra os latifúndios e ações de combate direto. Francisco Madero, fazendo jus à sua ação demasiadamente reformista, não apoiou a ação campesina e protegeu os grandes proprietários de terra. O potencial revolucionário logo alertou as potências industriais que, na época, adotavam ações intervencionistas no continente americano.

O andamento da revolução mexicana se intensificou quando Madero foi assassinado a mando do comandante do Exército Victoriano Huerta. O militar tentou arrefecer a onda revolucionária através da criação de um regime ditatorial. No entanto, as ações dos camponeses liderados por Zapata e Villa forçaram a queda do governo Huerta, em 1914. Um novo governo constitucional foi estabelecido com a eleição de Venustiano Carranza.

A revolução mexicana tomava força enquanto as elites agrárias tentavam reorganizar o cenário político nacional. No ano de 1917, uma nova carta constitucional foi criada, legitimando o governo Carranza. Os revolucionários não apoiaram o novo presidente e se mantiveram em situação de luta. No entanto, a morte de Emiliano Zapata, em 1919, e de Pancho Villa, em 1923, causou o desmembramento da classe subalterna mexicana, dando fim ao processo revolucionário.
Por Rainer Sousa
Graduado em História

Revolução Mexicana
A Revolução Mexicana foi um grande movimento armado que começou em 1910 com uma rebelião liderada por Francisco I. Madero contra o antigo autocrata general Porfirio Diaz. Foi a primeira das grandes revoluções do século XX.
Madero


Esta revolução foi caracterizada por uma variedade de líderes de cunho socialista, liberal, anarquista, populista, e em prol do movimento agrário.
 Causas
A elite agrária predominava completamente no México, sempre determinando quem seria  o governante máximo. Em 1876 assumiu Porfírio Dias, que governou de forma ditatorial. Mesmo tendo havido um pequeno desenvolvimento industrial durante o período  em que esteve à frente do país, a elite agrária permaneceu no poder, pois a base econômica continuou a ser a exportação de produtos agrícolas e de minérios.
Porfírio Diaz governou o México por mais de trinta anos. Mantinha-se uma aparência de democracia, pois eram realizadas eleições periodicamente, mas elas eram manipuladas para que ele sempre se reelegesse. Em 1910, nas eleições, Diaz novamente foi eleito, porém seu opositor, Francisco Madero conseguiu rebelar a população e assumiu, com a promessa de realizar a tão esperada reforma agrária.
Tal promessa, no entanto, não foi cumprida agravando ainda mais a já péssima condição de vida dos camponeses. Liderados então por Emílio Zapata e Pancho Villa, eles iniciaram a luta contra Madero, conseguindo tirá-lo do poder. Posteriormente, derrubaram também o seu sucessor, o general Huerta.

Revolucionários mexicanos. Sentado, à esquerda, Pancho Villa e, à direita, Zapata.

Primeiramente, Zapata e Villa propunham a expropriação dos latifúndios (inclusive os pertencentes à Igreja) para posterior divisão entre camponeses; o reconhecimento dos direitos indígenas sobre as terras que lhes haviam sido tomadas e a nacionalização das terras daqueles que fossem considerados inimigos da revolução.
Nas eleições de 1914, o latifundiário Carranza, apoiado pelos Estados Unidos, foi eleito presidente. Sua principal promessa era a elaboração de uma nova Constituição, que, de fato, foi aprovada em 1917.
A nova Constituição, aparentemente liberal, caracterizava-se por conceder ao Estado do direito de expropriar terras, caso fosse utilizá-las para benefício público, ao mesmo tempo que reconhecia os direitos dos índios sobre as terras de uso comum. No campo das relações de trabalho, criou-se o salário mínimo e determinou-se que a duração da jornada de trabalho seria de oito horas. A Igreja Católica foi sensivelmente abalada em seu poder com a separação entre Estado e Igreja.
Para garantir que Carranza fosse bem-sucedido em seu governo, os Estados Unidos chegaram a invadir o território mexicano em uma tentativa de prender Pancho Villa.
A morte de Zapata, assassinado em 1919, e de Pancho Villa, morto em 1923, foi um golpe duro para os camponeses. O governo norte-americano pressionava para que  as reformas fossem implantadas rapidamente, a fim de evitar novos problemas. A Igreja Católica, por sua vez, exercia pressão sobre o governo, porque desejava recuperar o que havia perdido. Tudo isso levou o processo revolucionário praticamente ao fim.
Em 1929 foi criado o Partido Nacional Revolucionário (PRN), resultado da unificação das diferentes correntes revolucionárias, e que seria a base do Partido Revolucionário Institucional (PRI), criado em 1946. Essa mudança implicou o abandono dos princípios revolucionários de 1910.
Apesar da significativa reforma agrária implementada pela Revolução, com o tempo os camponeses perderam muitas terras que haviam conquistado. As dificuldades em conseguir uma produção em larga escala e a baixo custo, as dívidas bancárias, a concorrência dos produtos agrícolas norte-americanos e a maior mecanização das propriedades mais modernas acabaram por inviabilizar a pequena propriedade.
A luta dos camponeses mexicanos pela terra se estende até os dias atuais,  como acontece, aliás, em outros países da América latina, inclusive no Brasil. No México, na última década do século XX, essa luta foi a retomada  de forma mais intensa com a criação do Exército Zapatista de Libertação Nacional, na província de Chiapas. O nome desse movimento é uma homenagem a Emiliano Zapata, um dos líderes mais expressivos da Revolução de 1910.


Bandeira do EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional)




A Revolução Mexicana
A Revolução iniciada em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista, que foi responsável por importantes transformações no México, apesar da supremacia da burguesia sobre as instituições do Estado.
O PORFIRIATO
O período de 1876 a 1911 caracterizou-se pela ditadura de Porfírio Diaz, responsável pelo desenvolvimento do capitalismo mexicano, apoiado no ingresso de capitais e empresas estrangeiras e em uma política anti popular. O governo de Diaz foi dominado por uma burocracia positivista - os científicos - responsáveis pelo desenvolvimento do capitalismo associado e pela política repressiva às camadas populares. Apoiou-se ainda no exército, que possuía a função de polícia do Estado e na Igreja Católica, que apesar de estar proibida de possuir propriedades que não se destinassem ao culto, possuía grande liberdade de ação.

A principal base de apoio da ditadura foi a camada latifundiária; estes os grandes beneficiários da política do governo, que eliminou o ejido ( terras comunitárias de origem indígena ) possibilitando maior concentração fundiária e a formação de grande contingente de camponeses superexplorados.

O último pilar de sustentação do governo foi o capital estrangeiro, que durante a ditadura passou a controlar a exploração mineral, petrolífera, as estradas de ferro, bancos, produção e distribuição de energia elétrica, grande parte das indústrias e do grande comércio.
O INÍCIO DA REVOLUÇÃO
Do ponto de vista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho 1911. Apesar de originário de uma família de latifundiários, Madero passou a liderar a pequena burguesia urbana, nacionalista, que organizou o movimento "Anti Reeleicionista" Perseguido, foi forçado a exilar-se e tornou-se o símbolo da luta contra a ditadura para as camadas urbanas, inclusive o proletariado.
No entanto, o movimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, invadiam e incendiavam fazendas e refinarias de açúcar, e ao mesmo tempo organizavam um exército popular. Ao norte, o movimento camponês foi liderado por Pancho Villa , também defendendo a reforma agrária.
Os exércitos camponeses ao longo de 1910 e 1911 ampliaram sua atuação, combateram o exército federal e os grandes proprietários, conquistando vilas e cidades em sua marcha em direção à capital.
A REVOLUÇÃO POPULAR
Emiliano Zapata

Em novembro de 1911, Zapata define o Plano de Ayala, propondo a derrubada do governo de Madero e um processo de reforma agrária sob controle das comunidades camponesas. O plano defendia a reorganização do ejido, a expropriação de um terço dos latifundiários mediante indenização e nacionalização dos bens dos inimigos da revolução. A existência de um exército popular organizado e armado era visto como uma ameaça pelo novo governo, pela velha elite e pelos EUA. O avanço popular era contínuo, pois apesar das mudanças no governo, as estruturas sócio econômicas permaneciam sem alterações.
A deposição e assassinato de Madero em 1913 e a ascensão do general Vitoriano Huerta, apoiado pelos porfiristas somente fez crescer as lutas camponesas e desencadeou nas cidades um movimento constitucionalista, que levaria ao poder Venustiano Carranza em 1914.
O governo Carranza adotou uma série de medidas para consolidar as estruturas políticas: promoveu intenso combate às forças populares tanto no sul como no norte do país, adotou medidas nacionalistas que levariam a nacionalização do petróleo ao mesmo tempo em que fez concessões às grandes empresas norte americanas e organizou uma Assembléia Constituinte (excluindo a participação camponesa).

Toda essa situação e a nova Constituição de 1917, considerada extremamente progressista, somente foi possível pela grande pressão popular e pelo envolvimento do México e das grandes potências na Primeira Guerra Mundial.

A Constituição de 17, garantia os direitos individuais, o direito à propriedade, leis trabalhistas, reconhecia o ejido e regulava a propriedade do Estado sobre as terras , águas e riquezas do subsolo; e em parte serviu para desmobilizar os camponeses, fato que contribuiu para o assassinato do líder agrarista Zapata.




sábado, 23 de fevereiro de 2013

Alquimia.

Você sabe o significa Alquimia?

Na Idade Média, a química chamava-se alquimia, mas não tinha nenhuma relação com a química moderna, porque os alquimistas não eram, salvo raras exceções, verdadeiros cientistas.
Não se entregavam, como os de hoje, a longas e minuciosas experiências; ao contrário, confiavam à magia a resolução dos seus problemas.
Os laboratórios eram sinistros, cheios de odores nauseabundos. As prateleiras e mesas estavam sempre cheias de frascos, de formas e cores bizarras; em torno, espalhavam-se, em desordem, papéis cobertos de sinais cabalísticos.
Um dos seus sonhos era a transmutação dos metais, isto é, a transformação de qualquer metal em ouro. 
Acreditavam que todos os metais eram, na realidade, ouro, o "metal perfeito", em estado de impureza. Esforçavam-se, por isso, para achar um fermento misterioso, que tivesse a propriedade de transformá-los em ouro. Chamavam a esse fermento sólido a "pedra filosofal".
Outro sonho dos alquimistas era a fabricação do "elixir da longa vida". Este elixir curaria todas as doenças e conservaria a juventude.
Os alquimistas acabaram por ter tão má reputação, que foram desaparecendo pouco a pouco. Contudo, seus trabalhos não foram sem utilidade. Descobriram vários metais e vários produtos químicos.
Chegaram a numerosos aperfeiçoamentos na fabricação de frascos e tinturas. Os químicos de hoje utilizam, ainda aparelhos que eles inventaram. Finalmente, lançaram algumas bases da química moderna.
Fonte: Enciclopédia Delta Júnior.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Revoluções Liberais de 1830 e 1848.

Alguns textos sobre as Revoluções Liberais de 1830 e 1848.



Revoluções Liberais de 1830 e 1848 – Movimentos revolucionários de caráter liberal e burguês que eclodem em vários países da Europa no século XIX. Têm início em 1830, na França, e se espalham pelo continente. Em 1848, o movimento ressurge com a participação organizada do proletariado industrial. As Revoluções Liberais são um prolongamento da Revolução Francesa, pois consolidam o poder da burguesia. Têm em comum o nacionalismo, na busca de independência e identidade nacional; o liberalismo, que almeja a expansão social, econômica e política; e, a partir das revoluções de 1848, o socialismo, pregando a igualdade social e econômica por meio de reformas radicais.

Revoluções de 1830

Revoluções de 1830 – Com a queda do Império Napoleônico (1815), a monarquia francesa é restaurada sob a dinastia dos Bourbon. Em 1830, após o rei Carlos X suspender a liberdade de imprensa, dissolver a Câmara e convocar eleições, revoltas explodem pelo país. Vitoriosos, os burgueses levam ao trono um Orléans: Luis Felipe I.
A derrubada dos Bourbon estimula o surgimento de várias outras insurreições pela Europa. Em 1831, a Bélgica liberta-se da Holanda. Entre 1830 e 1831, movimentos nacionalistas eclodem na Polônia, sendo abafados pelos russos. Em 1832, a Grécia torna-se um Estado independente e iniciam-se agitações em várias partes da Alemanha e Itália.


Revoluções de 1848

Revoluções de 1848 – Na França, com a crise econômica, o desemprego e a falta de liberdade civil, cresce a oposição à monarquia. Uma insurreição força a proclamação da 2ª República, em fevereiro de 1848, instalando no poder um governo provisório com maioria burguesa liberal e socialista. Apesar da conquista de liberdades democráticas, a condição de vida do proletariado pouco muda, levando-o à nova revolução em junho, reprimida pelas tropas oficiais. Em novembro, fica pronta a Constituição republicana e, em dezembro, ocorre a primeira eleição presidencial direta na França, vencida por Luis Bonaparte (1808-1873), sobrinho de Napoleão (1769-1821). Em 1851, Luis Bonaparte dá um golpe de Estado e, no ano seguinte, proclama-se Napoleão III, instaurando o 2º Império.
A onda revolucionária na Itália surge com o nome de Risorgimento. Tem como bandeiras a luta contra a dominação austríaca, as reformas liberais e a unificação do reino. Em 1848, a revolta eclode no reino das Duas Sicílias, alastrando-se por Lombardia, Veneza, Piemonte e Estados Pontifícios. O movimento Jovem Itália, liderado por Giuseppe Mazzini (1805-1872), proclama a república em Veneza; Giuseppe Garibaldi (1807-1882), à frente dos Camisas Vermelhas, faz o mesmo em Roma. A revolução fracassa com a reação de tropas austríacas, que controlavam a Itália.
Na Alemanha, os ideais revolucionários incitam a burguesia e os trabalhadores contra o poder constituído. Em março de 1849 é aprovada a Constituição alemã. Ela determina que o imperador compartilhe o governo com o Parlamento (Reichstag). Mas os conservadores reagem, com a retirada dos deputados prussianos e austríacos da Assembléia Constituinte, que é dissolvida. O Exército reprime novas insurreições e a nação volta à hegemonia austro-prussiana.
Aproveitando a onda revolucionária, a Hungria proclama sua independência do Império Austríaco dos Habsburgo, em 1848, e estabelece um governo democrático, que logo é reprimido com violência por tropas austríacas.
Mesmo consolidando o poder da burguesia em vários países, as revoluções de 1830 e 1848 não acabam com a miséria dos trabalhadores. Com o surgimento do socialismo, a consciência proletária vai tomando corpo e nascem os primeiros partidos e sindicatos operários.
Fonte: www.vaicomtudo.com
Outro texto: Revoluções Liberais de 1830 e 1848.
A reação europeia, conduzida pelo Congresso de Viena e pela Santa Aliança, não conseguiu estancar o movimento revolucionário iniciado na segunda metade do século XVIII. As revoluções da América luso-espanhola foram bem-sucedidas e a Grécia se libertou do julgo turco.
Por volta de 1830, uma nova onda revolucionária abalou a Europa: na França, Carlos X, sucessor de Luís XVIII, foi obrigado a abdicar do poder; a Bélgica, dominada pela Holanda, rebelou-se, proclamando sua independência; na Itália, as associações revolucionárias impuseram uma Constituição; na Alemanha eclodiram movimentos liberais constitucionalistas; a Polônia tentou obter sua independência.
Essas revoluções provocaram um golpe violento na reação representada pela Santa Aliança, aniquilando-a. Além disso, outros fatores podem ser arrolados para explicar o problema. Entre 1846 e 1848, as colheitas na Europa Ocidental e Oriental foram péssimas. Os preços dos produtos agrícolas subiram violentamente e a situação das classes inferiores piorou.
Ao mesmo tempo, verificava-se uma crise na indústria, particularmente no setor têxtil. O aumento da produção ocasionou a superprodução. A crise na agricultura diminuiu ainda mais o consumo dos produtos manufaturados pelo empobrecimento dos camponeses. A paralisação das atividades fabris resultou em dispensa dos trabalhadores e redução nos salários, exatamente quando os preços dos gêneros de primeira necessidade subiam vertiginosamente.
Os recursos financeiros dos países europeus foram carreados para a aquisição de trigo na Rússia e Estados Unidos. Isto afetou os grandes empreendimentos industriais e a construção das estradas de ferro, em franco progresso na oportunidade. A paralisação das atividades nestes setores arrastou outros, provocando a estagnação econômica geral.


A crise variou de país para país. 
Na Itália e Irlanda foi mais agrária; na Inglaterra e França, industrial, bem como na Alemanha. A miséria gerou o descontentamento político. A massa dos camponeses e proletários passou a reclamar melhores condições de vida e maior igualdade de recursos.
No fundo, constituíam-se ideias socialistas, mas como não existia um partido socialista organizado que pudesse orientar estas classes, coube aos liberais e nacionalistas, compostos pela burguesia esclarecida, exercerem a oposição ao governo, contando com o apoio da massa, sem orientação própria.



França
Luís Felipe fora colocado no trono da França pela Revolução de 1830, representando os ideais da burguesia e tendo por objetivo conciliar a Revolução com o Antigo Regime. A oposição popular ao regime era manifesta. 
Em 1834 deu-se a insurreição dos operários de Lyon. As tendências republicanas ganhavam adeptos através das várias sociedades políticas fundadas com este propósito.
A oposição não era somente popular. Havia muitos partidários da volta de Carlos X, exilado desde 1830.
Os antigos correligionários de Napoleão acercavam-se de Luís Bonaparte, seu sobrinho.
O partido socialista opunha-se ao governo, propondo reformas. Seus líderes, Louis Blanc, Flocon e Ledru-Rollin iniciaram em 1847 uma campanha em todo o país visando à reforma eleitoral. 
A forma encontrada para a difusão da campanha foram os banquetes nos quais os oradores debatiam a questão.
Em 22 de fevereiro, o ministro Guizot proibiu a realização de um banquete, o que provocou a eclosão da revolta. Surgiram as barricadas nas ruas com o apoio de elementos da Guarda Nacional. A revolta ganhou vulto. Guizot foi demitido em favor de Thiers, que nada resolveu. A Câmara foi invadida e os deputados fugiram. Luís Felipe abdicou. 
O governo provisório foi organizado e proclamou a Segunda República da França, com a participação de burgueses liberais e socialistas. No dia 23 de abril, realizou-se a primeira eleição na Europa com o voto universal masculino, direto e secreto.
A crise econômica, entretanto, não fora debelada; pelo contrário, se agravara. O governo provisório, a fim de ofertar trabalho aos desempregados, criara as "oficinas nacionais", empresas dirigidas e sustentadas pelo Estado. O pagamento dos salários era coberto com a elevação dos impostos, o que redundou em crise maior.
O fechamento destas oficinas fez voltar à rua o proletariado. Tentou-se fazer uma revolução dentro da própria revolução. A Assembléia delegou poderes excepcionais ao general republicano Cavaignac, que abafou violentamente a revolta. Dezesseis mil pessoas foram mortas e quatro mil deportadas. A questão operária foi resolvida segundo os interesses da burguesia.
Em 12 de novembro de 1848 foi promulgada uma nova Constituição. O presidente da República seria eleito por quatro anos, sendo Luís Napoleão o primeiro presidente eleito. 
Em 1851 deu um golpe político, implantando o II Império da França, assumindo o governo com o título de Napoleão III.

Itália
A Itália, em 1848, estava dividida em vários Estados, todos eles com governo tipicamente despótico. A crítica a este regime era conduzida pelas sociedades secretas, principalmente a Carbonária. Ao mesmo tempo, reformas liberais visavam à unificação dos Estados italianos. Para tanto, seria preciso expulsar os austríacos, que desde o Congresso de Viena adquiriram supremacia sobre a Itália.
Em janeiro deu-se uma revolta no Reino das Duas Sicílias. O rei Fernando II foi obrigado a conceder uma Constituição, o mesmo ocorrendo na Toscana e no Estado papal.
No reino de Lombardia iniciou-se séria oposição aos austríacos. O rei de Piemonte, Carlos Alberto, tomou a liderança da revolta, declarando guerra aos austríacos. 
Os exércitos austríacos obtiveram duas vitórias (Custozza e Novara), forçando Carlos Alberto a abdicar em nome de seu filho Victor-Emanuel II. A repressão implantada pelos austríacos foi violenta em toda a península. A tentativa liberal e nacionalista dos italianos tinha sido frustrada.

Alemanha
A Alemanha, depois do Congresso de Viena, passara a constituir uma Confederação composta por numerosos estados, cuja política exterior era coordenada por uma Assembléia que se reunia em Frankfurt. A Prússia e a Áustria lideravam esta Confederação.


Visando à maior integração entre os Estados germânicos foi criado, em 1834, o Zollverein, espécie de liga aduaneira que liberava a circulação de mercadorias nos territórios dos membros componentes, em torno da Prússia e sem a participação da Áustria.
Esta política econômica estimulou o desenvolvimento industrial, que por sua vez acentuou o nacionalismo germânico, o desejo de independência e de união política.O mesmo aspecto liberal e nacionalista que vimos aparecer na Itália também se manifestava lá.
Na Prússia, em 18 de março de 1848, verificou-se extraordinária manifestação popular diante do palácio real, provocando a reação das tropas. O movimento alastrou-se e Frederico Guilherme, rei da Prússia, teve de se humilhar prometendo uma Constituição ao povo insurgido.
Vários Estados juntaram-se ao movimento, aproveitando a oportunidade para tentar a unificação política. 
Em março, reuniu-se em Frankfurt uma assembléia preparatória para um Parlamento representativo, que deveria iniciar seus trabalhos legislativos em maio.
Os príncipes alemães aproveitaram-se da divisão entre os revolucionários para retomar o poder abalado. 
Em novembro de 1848, Berlim foi tomada e a Constituinte dissolvida pelo exército. O movimento liberal fora abafado.
A Assembléia de Frankfurt decidiu eleger como imperador o rei da Prússia, que recusou por se considerar rei por vontade de Deus. Propôs, entretanto, aos príncipes alemães a criação de um império. 
A Áustria, em 1850, impôs à Prússia o recuo nesses projetos e em qualquer mudança da ordem existente.



Áustria
O Império austríaco dos Habsburgos era muito heterogêneo. Estava com- posto por alemães, húngaros, tchecoslovacos, poloneses, rutenos, romenos, sérvios, croatas, eslovenos e italianos. 
Destes povos, somente os húngaros tinham certa autonomia. Os mais numerosos, húngaros e tchecos, conscientes de sua individualidade, buscavam reconhecimento imperial.
Os alemães da Áustria reclamavam contra o governo de Metternich. Insurgiram-se estudantes, burgueses e trabalhadores, forçando a queda do chanceler e a convocação de uma Assembléia Constituinte.
Os eslavos seguiram o exemplo. Orientados por Palcky, convocaram uma reunião dos povos eslavos em Praga para 2 de junho. 
O congresso paneslavita foi dissolvido militarmente. Viena foi tomada, formando-se um governo absoluto após ter sido bombardeada, sendo implantado um regime de perseguição policial.
Fonte: www.algosobre.com.br




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Alexandria.

Alexandre Magno fundou setenta cidades, das quais algumas ainda têm o seu nome. Pouco depois de ter conquistado o Egito, fundou uma nova cidade no delta do Nilo e denominou-a Alexandria do Egito. Alexandria tornou-se rapidamente uma das cidades mais importantes e mais belas do  mundo.
Foi um grande centro comercial: segundo um ditado da época, nela encontrava-se tudo, exceto neve. Foi também, um centro cultural. Ptolomeu I, que reinou no Egito, depois de Alexandre, fundou uma biblioteca que se tornou a mais célebre da Antiguidade. Chegou a contar com 700 000 volumes.
Os livros dessa época não se assemelhavam aos nossos: eram rolos, de longas faixas de papiro, em torno de um bastão. Eram todos manuscritos. (JÁ IMAGINARAM QUANTO TRABALHO)
Um imenso farol contribuiu para a celebridade de Alexandria, porque foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Farol de Alexandria

No decorrer dos séculos, Alexandria fez parte de muitos impérios. Sua biblioteca foi destruída em 390, pelos bárbaros. Seu célebre farol desmoronou por ocasião de um tremor de terra. O lodo invadiu o porto e destruiu-o. Ao fim do século XVIII, a cidade havia perdido muito de sua importância.
No começo do século XIX, porém, tudo se modificou. O porto foi dragado e um canal construído até o Nilo. Alexandria voltou a ser um grande porto.
Você sabia que arqueólogos e oceanólogos procuram o corpo de Cleópatra e Marco Antonio até os dias de hoje?

Nos últimos anos, passaram a se dedicar ao enigma do destino de Cleópatra e a buscar o local de seu sepultamento.
Escavações subaquáticas iniciadas em 1992 pelo explorador francês Franck Goddio e seu Instituto Europeu de Arqueologia permitiram que os pesquisadores mapeassem as áres inundadas da antiga Alexandria seus quebra-mares e esplanadas e o solo submerso antes ocupado pelos palácios reais. Os achados trazidos à superfície - maciças esfinges de pedra, gigantescos blocos de calcário usados em pavimentos, colunas e capitéis de granito - estão despertando  o apetite por uma melhor compreensão  do mundo de Cleópatra.
Vamos aguardar as novidades.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sofistas.

Você sabe o que significa sofistas?

Historicamente, há dificuldade para conhecer o pensamento dos grandes sofistas porque não possuímos seus textos. Restaram fragmentos apenas. Por isso nós os conhecemos pelo que deles disseram seus adversários - Platão, Xenofonte, Aristóteles - e não temos como saber se estes foram justos com aqueles.
Os historiadores mais recentes consideram os sofistas verdadeiros representantes do espírito democrático, isto é, da pluralidade conflituosa de opiniões e interesses, enquanto seus adversários seriam partidários de uma política aristocrática, na qual somente algumas opiniões e interesses teriam o direito de fato perante o restante da sociedade.
Os sofistas mais importantes são: Protágoras de Abdera, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas.
Apresentavam-se como mestres de oratória ou de retórica, afirmando ser possível ensinar aos jovens essa arte para que fossem bons cidadãos.
Essa arte era a persuasão. Os sofistas ensinavam técnicas de persuasão aos jovens, que aprendiam a defender a posição ou opinião A, depois a posição ou opinião contrária, não A, de modo que, numa assembleia, soubessem ter fortes argumentos a favor ou contra uma opinião e ganhassem a discussão.
É comum a gente presenciar essas técnicas quando assistimos pela televisão os debates de advogados de defesa, acusação e promotoria nos casos de grande repercussão nacional.
Cada um fala com tanta convicção que deixa as pessoas confusas, ou seja, "em cima do muro" para dar opinião sobre o caso sem levar em conta a oratória dos advogados e promotores.
Sócrates não gostava dos sofistas, pois dizia que eles não eram filósofos, não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade, defendendo qualquer ideia, se isso fosse vantajoso.
Corrompiam o espírito dos jovens, fazendo com que o erro e a mentira tivessem o mesmo valor da verdade.
Fonte: Iniciação à Filosofia - Marilena Chaui.