Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Escravidão Indígena no Brasil Colonial.


Escravidão Indígena no Brasil Colonial




O litoral brasileiro era repleto de tribos indígenas no começo do século XVI, época em que os portugueses chegaram ao Brasil. Como o objetivo principal dos colonos era a obtenção de lucro na nova terra conquistada, a opção pela escravidão indígena foi quase que imediata.
O auge da escravidão indígena no Brasil foi no período inicial da colonização, entre os anos de 1540 e 1580.
O escambo
A primeira “relação de trabalho” entre portugueses e índios brasileiros foi o escambo. Os portugueses ofereciam objetos (espelhos, apitos, cordas, facas e etc.) aos índios em troca do trabalho no corte e transporte de pau-brasil.
O trabalho nos engenhos
Com o estabelecimento dos engenhos de açúcar no nordeste do Brasil, os colonos precisavam de grande quantidade de mão-de-obra. Muitos senhores de engenho recorreram a escravização de índios. Organizavam expedições que invadiam as tribos de forma violenta, inclusive com armas de fogo, para sequestrarem os indígenas jovens e fortes para levarem até o engenho.  
O trabalho na região Norte
A mão-de-obra escrava indígena foi muito utilizada na segunda metade do século XVII, principalmente no Maranhão. Os índios foram usados em pequenas lavouras e também na exploração das "drogas do sertão". A falta e o alto custo dos escravos africanos fizeram com que os colonos optassem pelos índios. O uso dos nativos como escravos teve forte oposição dos jesuítas, que entraram em conflito com os colonos da região. Foi somente em 1682, com a criação da Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, que a mão-de-obra indígena começou a deixar de ser usada, sendo substituída pelos escravos africanos.
O comércio de escravos indígenas
Houve até um mercado de negócios com escravos indígenas. Comerciantes organizavam expedições de captura indígena para lucrar com a venda destes escravos aos senhores de engenho.
Outra forma de obtenção de escravos indígenas
Era muito comum a guerra entre tribos indígenas. Os portugueses aproveitaram esta rivalidade, faziam alianças com determinadas tribos e, em troca de apoio militar, recebiam índios adversários capturados como recompensa.
Principais problemas e dificuldades da escravidão indígena no Brasil
Desde o início a escravidão indígena não deu certo pelos seguintes motivos:
- Muitos indígenas resistiam ao trabalho forçado, não trabalhando (mesmo recebendo punições físicas) ou tentando a todo custo fugir para a mata, pois os indígenas tinham uma economia de subsistência, ou seja, não tinham interesse em acumulação, viviam da natureza, onde extraíam sua alimentação, respeitavam a terra e os rios;
- Havia forte oposição ao trabalho escravo indígena por parte dos jesuítas portugueses que vieram para o Brasil catequizarem os indígenas no período colonial;
- Com o aumento do lucrativo tráfico de escravos africanos, a própria coroa portuguesa começou a se opor à escravização indígena no final do século XVI;
- Muitos indígenas morreriam de doenças trazidas pelos colonos portugueses como, por exemplo, sarampo, varíola e gripe.
Diminuição e fim da escravidão indígena
A partir do final do século XVI houve uma forte redução da escravidão indígena. Isso ocorreu, principalmente, em função das dificuldades apontadas acima e também do aumento da escravidão negra africana. Esta segunda era bem mais lucrativa aos comerciantes e também a cora portuguesa. Não houve também, como ocorre com a indígena, uma forte oposição dos jesuítas ao trabalho escravo africano no Brasil.
Oficialmente, a escravidão indígena só foi proibida em 1757 através de um decreto do Marques de Pombal. 
Fonte: site- suapesquisa.com


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Homenagem ao dia do Índio.


Lição de um chefe indígena sobre a exploração de pau-brasil





Uma vez um velho perguntou-me: Por que vindes vós outros, maírs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?

Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus  cordões de algodão e suas plumas.

Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? 

– Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.

_ Ah! Retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: Mas esse homem tão rico de que me falas não morre?

 _ Sim, disse eu, morre como os outros. Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo: 

E quando morrem para quem fica o que deixam? 

_ Para seus filhos se os têm, respondi, na falta destes para os irmãos ou parentes mais próximos. 

_ Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs (franceses) sois grande loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.

Fonte: Extraído do livro Viagem à terra do Brasil – 1960 de Jean de Léry.
O Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro.

Dia do Índio - mensagem do cacique de Seattle.

Em 1854, “O Grande Chefe Branco” (o presidente americano) em Washington fez uma oferta para “comprar” uma grande área de território indígena e prometeu uma “reserva” para os índios peles vermelhas dos EUA. 
Em seguida a essas apresentações, levantou-se o Cacique Seattle e começou a falar. Ele pousou a mão sobre a cabeça do muito menor Stevens, e declamou com grande dignidade, por um período prolongado, o seu discurso.

Com a sabedoria de um grande líder, o Cacique Seattle recomendou às suas tribos que fossem para a reserva, pois sabia que não poderia resistir às armas de fogo, caso optasse pelo confronto direto. No entanto, deixou, com seu profético discurso, uma lição para as futuras gerações de todos os povos do mundo, uma lição que, aparentemente, muito poucos aprenderam.
Cacique Seattle


“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia é estranha para nós. Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los? Cada parte da Terra é sagrada para mim e o meu povo.
Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A energia que flui através das árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da Terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.
Os rios são nossos irmãos e saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e seus peixes alimentam nossas crianças.
Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele a vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.
O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu, como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto. Não sei!
Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende. 
Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto.
Aurora boreal em terras indígenas do norte da América
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos. E o que é a vida se um homem não puder ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.  O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível (ao seu próprio) mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta. 
Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.
Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Eu Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos mortos e apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava. Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.
O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito. Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas.
Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes. Ensinem aos seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa Grande Mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.
Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum. Podemos ser irmãos, afinal de contas. Veremos.
De uma coisa nós sabemos e que o homem branco pode um dia descobrir – o nosso Deus (das tribos peles vermelha da América do Norte) é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco (ou para o negro, o amarelo, não importa a cor da “vestimenta de pele”).
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador. Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.
Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos (em excesso), os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos das florestas carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.
Onde está o bosque? Acabou.
Onde está a águia? Acabou.
É o  fim dos seres (realmente) vivos e o começo da sobrevivência.”
Extraído de The Irish Press, publicado numa sexta-feira, 4 de junho de 1976.





terça-feira, 14 de março de 2017

Animais em Extinção ano 2016



Atualmente, há 5.200 espécies de animais em risco de extinção, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza.
Desse total, 25% são anfíbios e mamíferos, 11% são aves, 20%, répteis e 34%, peixes.
Algumas dessas espécies estão em risco de desaparecem ainda este ano, caso nós não nos conscientizemos desse fato e não tomemos providências para evitá-lo.
Conheça, a seguir, algumas das espécies em risco de extinção em 2016.
1. Rinoceronte-de-java
  

                                                                     foto: flickr
A principal ameaça ao rinoceronte-de-java é a caça, porque na China se crê que seus chifres têm propriedades terapêuticas.
Não faz muito tempo, centenas de rinocerontes viviam livremente no Vietnã, mas já não restam mais nenhum. Os que sobrevieram encontram-se numa área protegida da ilha de Java.

2. Vaquita marina

  

foto: wikimedia
A vaquita marina é um cetáceo que foi descoberto em 1958, mas acredita-se que só existam menos de 100 exemplares vivos da espécie. Ela tem um corpo similar ao de um golfinho. Todas as vaquitas vivem na costa mexicana do Pacífico.
O perigo que as ataca é a pesca de arrasto, que as captura sem que elas sejam o alvo específico. Cientistas asseguram que se elas não desaparecerem ainda este ano, até 2018 serão extintas, a não ser que se realizem ações para salvá-las.

3. Elefante-de-sumatra

 

foto: wikipedia
O elefante-de-sumatra teve sua população diminuída em 70% nos últimos anos, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza. Alguns vivem nas selvas da Indonésia, mas são ameaçados por caçadores que querem seu marfim para vender no mercado.
Em 2014, três elefantes foram encontrados mortos na ilha de Sumatra sem seus dentes, causando grande comoção.

4. Lêmure-do-norte

 

foto: wikipedia
O lêmure é um animal doce que vive na ilha de Madasgacar e que se tornou famoso com a animação que leva o nome da ilha. Infelizmente, restam apenas 50 animais da espécie, que podem desaparecer a qualquer momento.
A região que habitam não é protegida e não há nenhum plano de conservação para eles.

5. Orangotango-de-sumatra


foto: wikipedia
Essa classe de orangotango é outra espécie da selva de Sumatra ameaçada de extinção. Restam, apenas, 300 deles porque a indústria da madeira acabou com 80% do seu hábitat.
6. Leopardo-de-amur

 

 foto: wikipedia

O leopardo-de-amur há muitos anos corre risco de extinção, restando apenas 40 deles, hoje, no mundo. Eles vivem no norte da China e no sul da Rússia e sua principal ameaça são os caçadores

7. Tartaruga-gigante 

 

foto: wikipedia
A tartaruga-gigante, também conhecida por tartaruga-de-couro ou de quilha é a maior espécie de tartaruga marinha do mundo, sendo que o seu exemplar maior chegou a pesar 916 kg.
Atualmente, restam, apenas 250 dessas tartarugas vivendo em águas mexicanas sob a ameça de resíduos plásticos que nadam no mar, que atuam como armadilhas.

8. Gorila-da-montanha 

 

foto: wikipedia
O gorila-da-montanha é outra espécie ameaçada pela destruição de seus hábitat e pela caça ilegal. Não sobraram mais do que 500 deles, que vivem hoje, por sorte, em parques nacionais na África, que são zonas protegidas.

9. Saola 

 

foto: wikipedia
O saola é um animal exótico e bonito que alguns chamam de unicórnio asiático. Foi descoberto em 1922, no Vietnã, mas restaram apenas 350 deles, devido à caça e às armadilhas instaladas por aldeões vietnamitas que, na verdade, queriam caçar outros animais, como o javali.

10. Tigre-siberiano

 

foto:wikipedia
O tigre-siberiano vive nessa região da Rússia ameaçado pela caça ilegal, já que sua pele é usada para confeccionar casacos, bolsas e almofadas.
Foram registrados, em 2014, apenas 250 exemplares desses tigres vivendo em liberdade.
A extinção desses animais é um alerta para nós tomarmos consciência da ação humana sobre eles, seus habitats e sobre nossos hábitos de consumo.

Aqui no Brasil, infelizmente, a nossa maior e mais recente tragédia ambiental colocou em risco várias espécies de animais com a contaminação do Rio Doce.
Fonte:www.greenme.com.br/animais-em-extincao/2771-10-animais-em-extincao-que-podem-desaparecer-ainda-este-ano

segunda-feira, 6 de março de 2017

Oceania - melanésia - polinésia - micronésia


Os significados de Oceania – Melanésia – Polinésia e Micronésia:
Oceania é um continente que caracteriza-se pela grande presença de ilhas. O nome Oceania é uma referência ao oceano Pacífico, que é a principal referência de unidade da região.
É importante lembrar que nem todos os arquipélagos do Pacífico fazem parte da Oceania. Os que estão próximos à América pertencem a este continente. O mesmo raciocínio se aplica às ilhas próximas da Ásia - como é o caso do Japão, da Indonésia e das Filipinas.
A Oceania possui cerca de 30 milhões de habitantes que o cupam terras de cerca de 9 milhões de Km2. Sozinha, a Austrália representa 85% dessa superfície e concentra 60% da população. As outras ilhas, cujo número se aproxima de 10 mil, dividem-se em três grandês grupos:

·         Melanésia: abrange as ilhas situadas a Nordeste da Austrália, da Nova Guiné às ilhas Fiji.

·         Polinésia: estende-se da Nova Zelândia ao Havaí.


·         Micronésia: compreende as ilhas situadas ao Norte da Melanésia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dia Internacional da Mulher

Dica de filme: As Sufragistas.
O filme retrata a situação da mulher na Inglaterra que tinha poucos direitos.
Surge um grupo de mulheres que irão enfrentar essas injustiças, mesmo que para isso coloquem suas vidas em risco.
No filme é citada a luta de Emily Davison (1872-1913) integrante do movimento sufragista que durante um Derby (corrida de cavalos) entra na frente do cavalo do Rei da Inglaterra com uma bandeira do movimento e acaba morrendo nessa atitude ousada, que porém, serviu para a divulgação da luta das mulheres daquele país.
O fato foi divulgado mundialmente, atraindo a atenção mundial para a luta pelos Direitos das Mulheres.
Em 1918, o voto foi concedido a algumas mulheres acima de 30 anos.
Em 1925, a lei reconheceu o direito de uma mãe sobre seus filhos.
Em 1928, as Mulheres conquistaram os mesmos direitos de voto que os Homens.
Dados extraídos do filme sobre a liberação do voto feminino:
Em 1893 Nova Zelândia;  em 1902  Austrália; em 1913 Noruega; em 1917 Rússia; em 1918 Áustria, Alemanha e Polônia; em 1920 EUA; em 1932 Brasil; em 1934 Turquia; em 1943 Itália; em 1944 França; em 1949 China e Índia; em 1953 México, em 1971 Suíça; em 1974 Jordânia; em 1976 Nigéria, em 2002 Catar e em 2015 Árabia Saudita.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

vietnã e sua história

O Vietnã é um país asiático que já foi dividido em duas partes: o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul, formados em 1954. Depois da longa Guerra do Vietnã, elas se reuniram em 1976. Hanói é a capital do Vietnã. O país tem 90.623.000 habitantes (estimativa de 2014) e área de 331.212 km2.
Geografia
O Vietnã é um país comprido e estreito, situado no sudeste da Ásia. Ele faz fronteira com a China, o Laos e o Camboja. Além disso, tem uma costa extensa, que dá para o mar da China Meridional (a leste e ao sul), para o golfo de Tonquim (a nordeste) e para o golfo da Tailândia (a sudoeste).
As montanhas ocupam dois terços do país, principalmente no norte. No nordeste, o rio Vermelho forma um delta no golfo de Tonquim. O rio Mekong forma um delta ainda maior no sul.
O Vietnã tem clima quente e chuvoso. Às vezes ocorrem tufões (nome dado aos ciclones tropicais no Extremo Oriente) durante as épocas mais quentes.
Flora e fauna
Florestas de carvalho, faia, castanheiropinheiro, teca e ébano cobrem um terço do país. O bambu cresce em vários lugares. Ao longo da costa existem muitos mangues.
As florestas vietnamitas são habitadas por cervoselefantestigresleopardosursos e macacos. Outros animais típicos do país são crocodilosjavalischacaislontrasgambás e esquilos-voadores.
População
A maior parte da população é vietnamita. Existem outros grupos étnicos, como os chineses e os hmongs, no norte. No sul, encontram-se khmers (ou cambojanos) e chams. Há ainda outras pequenas etnias que vivem nas montanhas.
A principal língua do país é o vietnamita. Muitas pessoas falam também chinês, khmer, inglês, francês ou idiomas locais. O budismo é a principal religião, mas práticas religiosas originais do próprio Vietnã e o cristianismo também estão presentes. A maior parte da população mora em zonas rurais e em aldeias nas regiões dos deltas.
Economia
Os trabalhadores vietnamitas são camponeses em sua maioria. O arroz é o produto agrícola mais importante do país. Também são cultivados a mandioca, o milho, a batata-doce, o amendoim, o café, o chá, a cana-de-açúcar e a borracha (proveniente da seringueira). Há criações de patosporcosvacas e búfalos. A pesca e a exploração da madeira também são atividades importantes.
A indústria do Vietnã fabrica alimentos, roupassapatoscimento, produtos químicos, aço e aparelhos eletrônicos. O país produz ainda carvãopetróleo e outros minerais.
História
Os primeiros vietnamitas viviam em um reino chamado Nam Viet, que começou em 207 a.C. Logo, a China conquistou o Nam Viet e dominou a região por muito tempo. Os vietnamitas só obtiveram independência da China no ano 939.
Domínio francês e a Guerra da Indochina
Os franceses invadiram a região em 1859 e, em 1883, se apossaram de todo o país. Mais tarde, a França uniu o Vietnã, o Camboja e o Laos em um único território chamado Indochina Francesa.
Depois da Segunda Guerra Mundial, um grupo comunista conhecido como Viet Minh, fundado pelo líder revolucionário Ho Chi Minh, dominou o norte do Vietnã. Em 1946 começou a Guerra da Indochina, travada entre esse grupo e as forças de ocupação francesas. O Viet Minh venceu o conflito em 1954.
Guerra do Vietnã
O Vietnã foi então dividido em duas partes: o Vietnã do Norte, de governo comunista, e o Vietnã do Sul, com um governo pró-ocidental.
Em 1956, uma tentativa de reunificação faliu, e um grupo rebelde chamado Viet Cong começou a lutar contra o governo do Vietnã do Sul, com o apoio do Vietnã do Norte. Apoiando o Vietnã do Sul, em 1965, os Estados Unidos começaram a bombardear o Vietnã do Norte e a enviar soldados para o Vietnã do Sul. Entretanto, os Estados Unidos não conseguiram derrotar os comunistas e abandonaram o conflito em 1973. A guerra terminou quando as forças comunistas dominaram o Vietnã do Sul, em 1975.
História recente
O Vietnã do Norte e o do Sul se unificaram em 1976. Dois anos depois, o Vietnã invadiu o Camboja. Esse ataque estremeceu as relações diplomáticas com a China e outros países. As tropas vietnamitas só saíram do Camboja em 1989. A partir de então, as relações do Vietnã com os demais países começaram a melhorar. Com a liberação econômica promovida na década de 1990, o país passou a se desenvolver rapidamente. Em 1994, os vietnamitas restabeleceram relações diplomáticas com os norte-americanos.
Fonte:

·         Estilo ABNT:
Vietnã. In Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2017. Web,
2017. Disponível em: <
http://escola.britannica.com.br/article/482803/Vietna>. Acesso em:
10 de fevereiro de 2017.