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terça-feira, 9 de abril de 2013

Socialismo Religioso.

Artigos sobre o Socialismo Religioso:


No século XIX, o desenvolvimento da ideologia socialista se estabeleceu como suporte de pensamento político entre diversos movimentos operários. As revoluções e protestos colocavam os trabalhadores como personagens munidos de uma visão política contrária a diversos pressupostos que explicavam o sistema capitalista. Dessa maneira, o ideal da luta de classes deixa de ser uma mera interpretação para figurar vários eventos da época.
Atenta a todas estas transformações, a Igreja Católica decidiu reunir seus principais dirigentes para discutir essas questões evolvendo a relação entre burguesia e proletariado. Ao mesmo tempo, devemos destacar que essa mesma preocupação se ligava ao conteúdo ideológico de muitos movimentos que pregavam explicitamente o fim das manifestações religiosas. A ideia da crença religiosa como algo prejudicial começava a preocupar vários clérigos.
No ano de 1891, o papa Leão XIII publicou a encíclica Rerum Novarum. Segundo este documento, o papa estabelecia sua expressa oposição à luta entre classes defendida pela doutrina marxista. Em seu lugar, o líder máximo da Santa Sé colocava a religião como um instrumento capaz de arrefecer as desigualdades no mundo. Dessa forma, a moral e o amor cristão de empregados e empregadores poderiam ser ponto fundamental para que a justiça social fosse paulatinamente alcançada.

Papa Leão XIII e a Rerum Novarum: uma resposta aos movimentos socialistas do século XIX.

Com o tempo, vários cristãos fortaleceram sua preocupação para com os problemas de cunho político e social. Adentrando o século XX, o envolvimento da Igreja com esses temas se aprofundou quando o Concílio Vaticano II (1962 - 1965) reafirmou o papel social e político a ser exercido pelo cristão. Nessa mesma época, o movimento da chamada Teologia da Libertação fez com que muitos clérigos e fiéis realizassem projetos sociais e organizassem discussões políticas no interior das paróquias.
Atualmente, muitos representantes mais conservadores da Igreja defendem que o envolvimento dos católicos devem se restringir apenas aos assuntos de ordem espiritual. Paralelamente, também podemos ver que o próprio comportamento religioso contemporâneo veio a desarticular essa associação entre fé e política. Hoje em dia, a busca pelo conforto material imediato e o ideal de salvação individual contribuíram para que a “igreja politizada” perdesse seu espaço.

Artigo elaborado por  Rainer Sousa – Graduado m História – Equipe Brasil Escola.


Outro artigo sobre Socialismo Religioso
socialismo cristão  é um pensamento e um movimento político que defende doutrinas e ideais de esquerda, cristãos e socialistas. O socialista cristão age interligando o socialismo e o cristianismo no objetivo de construir uma sociedade mais justa.
Em 1891, por meio da encíclica “Rerum Novarum”, o papa Leão XIII, conhecido como o Papa do proletariado, se opõe à luta entre classes, à doutrina marxista e, ao mesmo tempo, mesmo reconhecendo a propriedade privada, condena os abusos do capitalismo selvagem.
Nessa encíclica ainda há o estabelecimento dos direitos e deveres de patrões e operários dentro dos princípios da justiça e da caridade. A compreensão e o amor entre empregados e empregadores seria a principal base para a justiça social.
A “Rerum Novarum” consagra a doutrina social da Igreja Católica, repudia a doutrina marxista por considerar o socialismo falso e injusto por desestimular o trabalho, gerar conflitos e miséria. Desde o século XIX, pensadores católicos começaram a propor a ideia de um socialismo novo oposto ao ateísmo que considerasse as reivindicações das classes pobres e operárias.
O socialismo cristão é oposto ao socialismo materialista marxista e tem sua raiz na encíclica do papa Leão XIII, de pensadores como Henri de Saint Simon, Lamennais, Albert de Mun, Frederick Denison Maurice, Charles Kingsley, Thomas Hughes, entre outros.
Esses autores elaboraram as bases do Movimento Social Cristão, também conhecido como Movimento Cristão Social. O socialismo cristão defende intervenções do Estado no mercado e na sociedade como a principal maneira de mitigar perdas sociais e males gerados por uma industrialização socialmente irresponsável.
Ao ser favorável à propriedade privada, a “Rerum Novarum” disserta:
"a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."
(Rerum Novarum, n. 7)
A própria Igreja Católica considera os seus valores religiosos como valores naturalmente socializantes, sendo o capitalismo considerado algo oposto aos valores e à fé cristã. Os valores sociais cristão se ampliaram na década de 60, a partir do Concílio Vaticano II no período de 1962 a 1965, onde houve a reafirmação da postura política da igreja pelo social, sendo essa postura exercida pelos cristãos.

Elaborado por Fernando Rebouças
http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_cristão
http://www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/relacoes-internacionais/1081-o-socialismo-cristao.html




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