"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."
Uma das mais conhecidas realizações dos chineses, a Grande Muralha, foi concluída no século III a.C. - o rei Qin ordenou a interligação de diversos trechos de fortificações que já existiam ao longo das fronteiras do norte do país, formando uma única muralha de 5 mil quilômetros de extensão, como defesa contra as invasões.
Nas sucessivas guerras ao longo dos séculos, alguns trechos da muralha foram destruídos e reerguidos. Sua reconstrução mais recente ocorreu na dinastia Ming (1368-1644) e desde então seu aspecto se mantém praticamente inalterado.
A Grande Muralha é um dos pontos de interesse histórico e turísticos mais visitados do mundo.
Alguns
artigos sobre o feudalismo para ajudar na sua pesquisa elaborados
por:
Texto
1 - Rainer Sousa
Graduado
em História
Texto
2 – site – www.suapesquisa.com
Texto
3 - Por Caroline Faria
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do Professor
Licio.
da Silva
Iluminura medieval onde servos oferecem peças de um animal ao senhor feudal.
Texto
1 - Feudalismo
O
feudalismo consiste em um conjunto de práticas envolvendo questões de ordem
econômica, social e política. Entre os séculos V e X, a Europa Ocidental sofreu
uma série de transformações que possibilitaram o surgimento dessas novas
maneiras de se pensar, agir e relacionar. De modo geral, a configuração do
mundo feudal está vinculada a duas experiências históricas concomitantes: a
crise do Império Romano e as Invasões Bárbaras.
A economia sofreu uma retração das atividades comerciais, as
moedas perderam seu espaço de circulação e a produção agrícola ganhara caráter
subsistente. Nesse período, a crise do Império Romano tinha favorecido um
processo de ruralização das populações que não mais podiam empreender
atividades comerciais. Isso ocorreu em razão das constantes guerras
promovidas pelas invasões bárbaras e a crise dos centros urbanos constituídos
durante o auge da civilização clássica.
A
ruralização da economia também atingiu diretamente as classes sociais
instituídas no interior de Roma. A antes abrangente classe de escravos e
plebeus veio a compor, junto com os povos germânicos, uma classe campesina
consolidada enquanto a principal força de trabalho dos feudos. Trabalhando em
regime de servidão, um camponês estaria atrelado à vida rural devido às ameaças
dos conflitos da Alta Idade Média e a relação pessoal instituída com a classe
proprietária, ali representada pelo senhor feudal.
O
senhor feudal representaria a classe nobiliárquica detentora de terras.
Divididos por diferentes títulos, um nobre poderia ser responsável desde a
administração de um feudo até pela cobrança de taxas ou a proteção militar de
uma determinada propriedade. A autoridade exercida pelo senhor feudal, na prática,
era superior a dos reis, que não tinham poder de interferência direta sobre as
regras e imposições de um senhor feudal no interior de suas propriedades.
Portanto, assinalamos o feudalismo como um modelo promotor de um poder político
descentralizado.
Ao
mesmo tempo em que a economia e as relações sociopolíticas se transformavam
nesse período, não podemos nos esquecer da importância do papel da Igreja nesse
contexto. O clero entraria em acordo com os reis e a nobreza com o intuito de
expandir o ideário cristão. A conversão da classe nobiliárquica deu margens
para que os clérigos interferissem nas questões políticas. Muitas vezes um rei
ou um senhor feudal doava terras para a Igreja em sinal de sua devoção
religiosa. Dessa forma, a Igreja também se tornou uma grande “senhora feudal”.
No
século X o feudalismo atingiu o seu auge tornando-se uma forma de organização
vigente em boa parte do continente europeu. A partir do século seguinte, o
aprimoramento das técnicas de produção agrícola e o crescimento populacional
proporcionaram melhores condições para o reavivamento das atividades
comerciais. Os centros urbanos voltaram a florescer e as populações saíram da
estrutura hermética que marcou boa parte da Idade Média.
Por Rainer Sousa
Graduado
em História
Fonte:
www.brasilescola.com
Texto
2 - Feudalismo
Servos trabalhando em um feudo medieval
Introdução
O feudalismo tem inicio com as
invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente
(Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado
(nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização
do trabalho dos servos.
Estrutura Política do
Feudalismo
Prevaleceram na Idade Médiaas relações de vassalagem e suserania.
O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último
deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao
senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no
sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões,
sendo o rei o suserano mais poderoso.
Todos os poderes, jurídico,
econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de
lotes de terras (feudos).
Sociedade feudal
A sociedade feudal era estática
(com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores
feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e
arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha
um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade.
Era isento de impostos e arrecadava o dízimo.
A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos
artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais,
tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha
(metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno
do senhor feudal).
Economia feudal
A economia feudal baseava-se
principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco
utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal.
O feudoera a base econômica
deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também
era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de
trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era
muito utilizado na agricultura.
Religião
Na Idade Média, a Igreja Católica
dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igrejainfluenciava o modo de pensar, a
psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha
grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo
servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela
proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e
copiando livros e a Bíblia.
As
Guerras
A
guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os
senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os
cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e
equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre
no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados,
projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.
Castelo da época do
feudalismo
Educação, artes e cultura
A educação era para poucos, pois só
os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se
o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população
medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
A artemedieval também era fortemente marcada
pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e
ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram
formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.
Podemos dizer que, em geral, a
cultura e a arte medieval foram
fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção
de castelos, igrejas e catedrais.
O fim do feudalismo
O feudalismo não terminou de uma
hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se
enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o
feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no
século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento
comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o
capitalismo.
Fonte:
www.suapesquisa.com
Texto
3 Feudalismo
Por Caroline Faria
Ofeudalismo
é um sistema econômico,
político e social fundamentado na propriedade sobre a terra. Esta pertence aosenhor feudalque cede uma porção dessa terra ao vassalo em troca de serviços
ocasionando uma relação de dependência.
O feudalismo se inicia com o período das invasões bárbaras e
a posterior queda do Império Romano do Ocidente (Século V) que transformamtoda a estrutura política e econômica
da Europa Ocidental descentralizando-a. Os povos “bárbaros” ao
ocuparem parte das terras da Europa Ocidental contribuem com o processo de
ruralização e o surgimento de diversos reinos, dentre os quais se destacou oReino
dos Francos. Mas é noReino Carolíngeoque se solidificam as principais
estruturas do feudalismo.
Predominante durante toda aIdade Média, o
feudalismo se caracteriza pelas relações de vassalagem
(dependência pessoal) e de autoridade e posse da terra. As vilas e o colonato
tornam-se o centro da nova estrutura sócio-econômica que tem um sistema
produtivo basicamente voltado para o suprimento das necessidades individuais dos feudos.
Os feudos, por sua vez, constituíam a unidade territorial da
economia feudal, caracterizando-se pela sua auto-suficiência econômica,
produção predominantemente agropastoril e ausência quase total de comércio. Nos
feudos, a produção de arte ocorre nos castelos.
Ilustração de um feudo
Geralmente divididos em três áreas: odomínio,
exclusivamente do senhor feudal e trabalhada pelo servo; aterra
comum, matas e pastosque
podem ser utilizados tanto pelo senhor quanto pelos servos; e omanso
servil, que destinado aos servos era dividido em áreas
denominadas “glebas” de onde metade de toda produção deveria ser destinada ao
senhor feudal (talha– um tipo de imposto), os feudos podiam tanto ser
enormes territórios com cidades inteiras dentro deles, ou apenas uma fazenda,
variando muito de um para o outro. Na época do Reino Carolíngeo, feudo
significava “benefício”, era o nome dado ao benefício que o suserano cedia ao vassalo e, que
na maioria das vezes era a posse de terras. Daí o porquê que “feudo” designa
hoje a propriedade em si.
Com uma estrutura social estática e hierarquizada podemos
identificar a vassalagem e a suseraniacomo
as principais relações da sociedade feudal. O senhor feudal ou suserano era
quem tinha a posse das terras e as cedia aos vassalos que deveriam trabalhar
nelas para sustento próprio e, no que chamavam decorvéia,
o trabalho gratuito para o senhor feudal durante três dias por semana.
A sociedade era basicamente composta por duas camadas principais:
os senhores e os servos. O clero,
embora de muita importância na sociedade feudal, não constituía uma classe
separada uma vez que os componentes do clero, ou eram senhores (alto clero), ou
eram servos (baixo clero). Entretanto, a relação de suserania é mais complexa
uma vez que as terras eram cedidas não aos camponeses, mas a outros senhores ou
cavaleiros que assumiam um compromisso de fidelidade com o suserano. Este cedia
terras em troca de mais poder e um aumento no contingente de seu exército. O
que, na prática, não significava que ele possuía poder sobre os outros feudos
uma vez que o poder era descentralizado.
A Igreja nesse período assume a posição de único poder
centralizado. Aliás, a que se considerar a enorme importância da Igreja na
sociedade feudal uma vez que naquela época toda a formação moral, social e
ideológica era fortemente influenciada pelo clero.
O fim do sistema feudal costuma ser delimitado pela queda do
Império Romano do Oriente (Queda de Constantinopla) no século XV e, na Europa
deveu-se a diversos motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Dentre
eles podemos destacar a fome ocasionada pela estagnação das técnicas agrícolas
aliada ao crescimento excessivo da população; a peste que assolou a Europa
dizimando um terço da população já bastante debilitada pela fome; o esgotamento
das reservas minerais que abalou a produção de moedas afetando inevitavelmente
as operações bancárias e o comércio; a ascensão da burguesia e a crise
religiosa ocasionada pela necessidade de uma nova filosofia religiosa e novas
necessidades espirituais.
A Álgebra é definida como a parte da matemática que tem por objeto simplificar e generalizar as questões relativas aos números; o que caracteriza, porém, a Álgebra é a resolução das equações.
Um matemático árabe, Abul Chafar Mohamed Aben-Musa Al-Kharismi, de origem persa, publicou, por volta do ano 839, uma obra intitulada Al-Djabr Wal Mogabalah. A palavra "Al-Djabar", com a qual era designada abreviadamente, a obra de Al-Kharismi, deu origem ao vocábulo Álgebra.
A origem da Álgebra é atribuída ao geômetra grego Diofante de Alexandria, que viveu no século III, e compôs treze livros, dos quais apenas seis chegaram ao nosso conhecimento. Num deles, ao estudar a multiplicação, já observa que "menos multiplicado por menos dá mais", e que "menos multiplicado por mais dá menos".
A Álgebra foi levada à Europa pelos árabes, e a Itália foi o primeiro país europeu a cultivar essa ciência.