Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de maio de 2017

COMO SE CONSTRÓI HERÓIS


COMO SE CONSTRÓI HERÓIS




A história, lenda ou fábula ocorre na Praça do mercado em Altdorf, no cantão de Uri, um dos três cantões, ou Estados, da floresta, no centro da Suiça.
Estamos nos século XIV, estavam selando uma aliança; Uri, Schwyz e Unterwalden, seria uma forma de defesa contra invasores.
Esses locais eram governados pelo Sacro Império Romano-Germânico, e os  sonhos dos cantões, eram conseguir a independência.
Nesse momento que surge a figura de um herói. Conta-se que por ordem de Hermann Gessler, governador enviando pelos Habsburgos, teria determinado que na sua ausência, fosse colocado um chapéu sobre um poste, este representava sua autoridade; quem passasse por ali devia saudá-lo.
Aparece então Guilherme Tell, um defensor da liberdade, junto com seu filho passaram pelo local e não fizeram a saudação, surge então um fiscal do governo que intervêm, e exige que Tell faça a saudação. Diante da recusa, começam uma briga. Chega no local o próprio governador Gessler que ao saber do ocorrido e conhecendo a fama de Tell como grande arqueiro, propõe um desafio; coloca o filho de Tell, Walter amarrado em uma árvore e uma maça sobre sua cabeça, e obriga Tell a executar a tarefa de disparar uma flecha na maça depois de tomar uma certa distância, caso contrário ambos serão executados na hora.
Tell se prepara para a missão, porém antes tira uma segunda flecha da aljava e coloca no cinto.
Tell lança a flecha e acerta a maça. Gessler então pergunta para que serveria a segunda flecha, Tell sem papas na língua teria dito: “se a primeira seta tivesse ferido o meu filho, a segunda seria sua”.
Gessler irritado pela petulância de Tell manda seus soldados efetuar sua prisão e quando o prisioneiro está sendo levado de barco através do lago Lucerna, surge uma tempestade, como Tell também seria um ótimo timoneiro, os remadores pedem a Gessler que o libertem para conduzir a embarcação.
Tell leva o barco até a margem e depois foge.
Nos dias que seguem Tell prepara sua vingança e consegue acompanhar um dos caminhos do governador Gessler e escondido entre as montanhas desferi uma flecha no governador que cai morto.
Tell grita: “Os lares estão livres, a inocência está segura, e não voltarás a fazer mal ao país”. Esta teria sido a primeira ação pela independência da Suiça.
Muitos historiadores contestam essa história e dizem não passar de uma fábula, outros dizem que nunca existiu o tal governador e outros ainda dizem que foi inspirada em fábulas antigas, ou seja, muito antes do século XIV.
O certo é que no cantão de Uri, segundo contam, seria a cidade de Guilherme Tell, e por lá foi erguido um monumento de Tell e seu filho Walter.

“Viram” até os suíços têm seu Tiradentes...


sábado, 29 de abril de 2017

um pouco sobre Genghis Khan

Esta passeando pelo blog de Kid-bentinho, no qual eu recomendo, achei essa matéria muito interessante:
GENGHIS KHAN



Entre 1206 e 1227, o líder mongol Genghis Khan conquistou quase 12 milhões de quilômetros quadrados de território, mais do que qualquer outro indivíduo na história. Ao longo dessa jornada, ele abriu seu caminho através da crueldade, devastando a Ásia e a Europa e deixando incontáveis milhões de mortos por onde suas hordas passavam. Mas, ele também modernizou a cultura mongol, abraçou a liberdade religiosa e ajudou a fortalecer o comércio entre o Oriente e o Ocidente.
Conheça 10 fatos interessantes sobre esse grande governante que com suas conquistas mudou os rumos da história.

1 -  "Genghis" não era seu nome verdadeiro.
O homem que se tornaria o "Grande Khan" dos mongóis nasceu ao longo das margens do rio Onon por volta de 1162 e chamava-se Temudjin, que significa "de ferro" ou "ferreiro." Ele  conseguiu o título honorífico de  "Genghis Khan”  somente em 1206, quando foi proclamado líder dos mongóis em uma reunião tribal conhecido como kurultai.  Khan é um título tradicional que significa líder ou chefe. Os historiadores ainda não tem certeza sobre as origens da palavra Genghis. Ela pode significar  "oceano" ou "justo", mas no contexto histórico é geralmente traduzida como "líder supremo" ou "governante universal."

2 -  Ele teve uma infância difícil.
Desde tenra idade, Genghis Khan foi forçado a lidar com a brutalidade da vida nas estepes da Mongólia. Tártaros rivais envenenaram seu pai quando Genghis Khan  tinha apenas nove anos, mais tarde, sua própria tribo expulsou sua família,  deixando sua mãe sozinha para criar os sete filhos. Genghis Khan cresceu caçando e forrageando para sobreviver, e, segundo algumas lendas, talvez tenha até mesmo assassinado seu meio-irmão em uma disputa sobre comida. Durante sua adolescência, clãs rivais sequestraram tanto a ele quanto a sua jovem esposa Borte;  Genghis Khan viveu como escravo até realizar uma ousada fuga. Apesar de todas estas dificuldades, lá pelos seus 20 anos, ele já havia se estabelecido como um guerreiro formidável e um líder brilhante. Depois de juntar seu exército de seguidores, Genghis Khan começou a forjar alianças com os chefes das tribos mais importantes. Por volta de  1206, ele havia unido com sucesso os povos das estepes sob sua bandeira e começou a planejar  a conquista de terras além da Mongólia.

3 -  Não há registro definitivo de como ele era.
Para uma figura tão influente, muito pouco se sabe sobre a vida pessoal de Genghis Khan ou até mesmo sobre sua aparência física. Não há retratos ou esculturas dele que  tenham sobrevivido até nós, as poucas informações  que os historiadores possuem, são muitas vezes contraditórias ou não confiáveis. A maioria dos relatos descrevem-no como alto e forte, com cabelos compridos e uma barba longa e espessa. A descrição mais surpreendente de Genghis Khan nos vem por cortesia de  Rashid al-Din, cronista persa do século 14, ele alegou que o famoso líder tinha cabelos vermelhos e olhos verdes. O relato de Al-Din é questionável, pois ele nunca conheceu o Khan em pessoa, mas essas características marcantes realmente existiam entre as diversas etnias mongóis.
4 - Alguns de seus generais mais confiáveis haviam sido seus inimigos.
O Grande Khan tinha um olho afiado para o talento, ele geralmente promovia seus oficiais pela habilidade e experiência ao invés de por classe, ascendência ou mesmo alianças passadas. Um famoso exemplo dessa crença na meritocracia veio durante uma batalha em 1201 contra a  tribo rival Taichud, batalha em Genghis Khan quase morreu depois que seu cavalo tombou morto por cima dele, atingido por uma flecha. Quando mais tarde ele se dirigiu aos prisioneiros  e exigiu saber quem foi o responsável, um guerreiro bravamente levantou-se e admitiu ser o atirador. Impressionado pela ousadia do arqueiro, Genghis Khan o fez um oficial do seu exército e, posteriormente, o apelidou de "Jebe", ou "flecha", em homenagem ao ocorrido. Junto com o famoso general  Subutai, Jebe  se tornaria um dos maiores comandantes dos mongóis durante suas conquistas na Ásia e na Europa.

5 - Ele não deixava que rebeliões ficassem  impunes.
Genghis Khan geralmente dava a chance dos povos se renderem pacificamente ao governo mongol, mas não hesitava em derrubar à espada qualquer sociedade que lhe resistisse. Uma de suas mais famosas campanhas de vingança aconteceu em 1219, depois que o Xá do Império Corásmio rejeitou um tratado com os mongóis. Genghis havia oferecido ao Xá um valioso acordo para o comércio ao longo da Rota da Seda, mas, quando seus primeiros emissários foram assassinados, o Khan respondeu enfurecido com o ataque de toda a força de suas hordas mongóis sobre os territórios do inimigo na Pérsia. A guerra subsequente deixou milhões de mortos e o império do Xá em completa ruína, mas o Khan não parou por aí. Depois da vitória, ele retornou para o leste a fim de  travar guerra contra os tangutes de Xi Xia, um grupo de  mongóis que se recusara a fornecer tropas para a invasão da Pérsia. Após vencer as forças rebeldes e saquear sua capital, o Grande Khan ordenou a execução de toda a família real tangute como castigo por sua insurreição.

6 - Ele foi o responsável pela morte de cerca de 40 milhões de pessoas.
Embora seja impossível saber ao certo quantas pessoas morreram durante as conquistas mongóis, muitos historiadores estimam algo em torno de 40 milhões. Censos da Idade Média mostram que a população da China caiu em dezenas de milhões durante a vida do Khan; os estudiosos calculam que ele possa ter matado um total de três quartos da população do que é hoje o moderno Irã, durante sua guerra com o Império Corásmio. Ao todo, os ataques mongóis podem ter reduzido a população mundial em até 11 por cento.

“Eu sou um castigo de Deus. E se você não tivesse cometido grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu.”  Uma das muitas frases atribuídas a Genghis Khan.

7 - Ele foi tolerante com religiões diferentes.
Ao contrário de muitos outros construtores de impérios, Genghis Khan abraçou a diversidade religiosa de seus territórios recém-conquistados. Ele aprovou leis que declaravam a liberdade religiosa para todos e até mesmo concedia isenções fiscais a locais de culto. Essa tolerância tinha um lado político, Khan sabia que indivíduos felizes eram menos propensos a se rebelar, mas os mongóis, como povo,  também demonstravam uma atitude extremamente liberal em relação à religião. Enquanto que  Genghis Khan e muitos outros praticavam um sistema de crença xamânica que reverenciava os espíritos do céu, ventos e montanhas; havia entre os povos das estepes um caldeirão de crenças, que incluía cristãos nestorianos, budistas, muçulmanos e  tradições animistas. O Grande Khan também tinha um interesse pessoal na espiritualidade. Ele era conhecido por orar em sua tenda por vários dias antes de  campanhas importantes, e, muitas vezes, encontrou-se com diferentes líderes religiosos para discutir os detalhes de suas crenças. Na sua velhice, Genghis Khan convocou o líder taoísta Qiu Chuji ao seu acampamento, supostamente, os dois  tiveram longas conversas sobre  imortalidade e  filosofia.

8 - Ele criou um dos primeiros sistemas postais internacionais.
Junto com o arco e o cavalo, a arma mais potente dos mongóis pode ter sido a sua vasta rede de comunicação. Um dos primeiros decretos de Genghis Khan ordenava a formação de um serviço de correio montado conhecido como o "Yam." Este, consistia em uma série bem organizada de estações estendidas ao longo de todo o território do Império. Ao parar para descansar ou assumir uma nova montagem a cada poucos quilômetros, os mensageiros oficiais podiam percorrer  a até 200 quilômetros por dia. O sistema permitiu que bens e informações viajassem com velocidade sem precedentes e também agiu como os olhos e os ouvidos do Khan. Graças ao Yam, ele poderia facilmente ficar a par dos desenvolvimentos políticos e militares e manter contato com sua extensa rede de espiões e batedores. O Yam também ajudou a proteger os dignitários estrangeiros e os comerciantes durante as suas viagens. Nos seus últimos anos, o serviço foi usado por nomes como Marco Polo e João de Plano Carpini.

9 -  Ninguém sabe como ele morreu ou onde está enterrado.
De todos os enigmas que cercam a vida do Khan, talvez o mais intrigante seja saber como ela terminou. A narrativa tradicional diz que ele morreu em 1227 de ferimentos sofridos em uma queda de  cavalo, mas outras fontes listam de tudo, desde malária até a uma flechada no joelho. Um dos relatos mais questionáveis afirma que ele foi assassinado ao tentar violentar uma princesa chinesa. Além de não sabermos como ele morreu, há também um grande mistério sobre o seu lugar de descanso final. Segundo a lenda, seu cortejo fúnebre abateu todos os que encontraram pelo caminho durante a viagem, depois, todos os que participaram do enterro também foram mortos, seguindo ordens deixadas pelo Khan. A sepultura provavelmente esteja localizada perto de uma montanha mongol chamada Burkhan Khaldun, mas o local exato é desconhecido.

10 - Os soviéticos tentaram extinguir a sua memória na Mongólia.
Genghis Khan é agora visto como  herói e fundador nacional da Mongólia, mas durante a era de domínio soviético, no século 20, a simples menção de seu nome foi proibida. Com a intenção de acabar com todos os vestígios do nacionalismo mongol, os soviéticos tentaram suprimir a memória do Khan, retirando a sua história dos livros escolares e proibindo as pessoas de fazer peregrinações à sua terra natal em Khentiy. Genghis Khan foi  restaurado à história mongol depois que o país conquistou a independência no início de 1990, desde então, ele se tornou um tema recorrente na arte e na cultura popular. O Grande Khan empresta seu nome ao principal aeroporto do país, na cidade de Ulan Bator, e seu retrato está na moeda mongol.

As dezenas de esposas de Genghis Khan e sua obsessão de estuprar as mulheres dos vencidos durante suas  pilhagens, podem tê-lo tornado o pai de centenas ou mesmo de milhares de filhos. De acordo com um famoso estudo genético de  2003, cerca de um em cada 200 homens vivos carrega uma forma do cromossomo Y que talvez tenha se originado com o líder mongol. Se for verdade, isso significa que 0,5 por cento da população masculina do mundo são seus descendentes diretos.

Fonte: kid-bentinho.blogspot.com.br

Frases de Gengis Khan



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PIERRE DE COUBERTIN - responsável pelas olimpíadas na Era Moderna

Quem foi Pierre de Coubertin, nome completo, nascimento e morte, realizações, Olimpíadas Modernas, frases, biografia resumida


Pierre de Coubertin: o pai das Olimpíadas Modernas


Nome Completo 
Pierre de Frédy, também conhecido como Barão de Coubertin.
Quem foi
Foi um historiador e pedagogo francês. Passou para a história por ter reestabelecido os Jogos Olímpicos na Era Moderna.
Nascimento
Pierre de Coubertin nasceu na cidade de Paris (França) em 1 de janeiro de 1863.
Morte
Pierre de Coubertin morreu na cidade de Genebra (Suíça) em 2 de setembro de 1937.

Principais realizações e reconhecimento
- Em 1887 fez campanhas em Paris para promover os esportes nas escolas.
- Organizou e liderou o processo que reestabeleceu as Olimpíadas da Era Moderna.
- Criou, em 1913, a bandeira olímpica.
- Foi presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional) entre os anos de 1896 e 1925.
- Seu trabalho pelo esporte foi reconhecido em 1935, quando ganhou o prêmio Guy Wildenstein da Academia de Esportes.

Você sabia ...
- A medalha Pierre de Coubertin é dada pelo COI aos atletas que domonstram o verdadeiro espírito olímpico durante as Olimpíadas.

Principais obras
- A educação na Inglaterra (1888)
- Educação inglesa na França (1889)
- Notas sobre o futebol (1897)
- Notas sobre a educação pública (1901)
- Educação de adolescentes no século XX (1905 - 1915)

Frases
- "A Bandeira Olímpica é composta por um fundo branco, com 5 anéis entrelaçados no centro: amarelo, azul, preto, verde e vermelho. Este desenho é simbólico e representa os 5 continentes habitados do mundo, unidos pelo Olimpismo, enquanto as seis cores são aquelas que aparecem em todas as bandeiras nacionais até o presente momento". (1931)

 Fonte: suapesquisa.com.br

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Princesa Isabel

Isabel do Brasil (Isabel Leopoldina de Bragança e Bourbon, a Princesa Isabel) ficou conhecida como ‘redentora dos escravos’, mas deveria acumular outro título: o de primeira (e única) mulher a administrar o Brasil. Na luta pela libertação dos escravos pode-se afirmar que a participação da Princesa Isabel, não só acompanhando os passos do pai, o Imperador D. Pedro II, que foi um entusiasmado pela questão escravagista.
Após a aprovação da lei de Matoso Câmara em 1850, que extinguia o tráfico, Silva Guimarães propõe a liberdade dos nascituros, porém esta lei após vários projetos e muitos anos depois, é apresentada pelo barão do Rio Branco, cinco meses após ser nomeado presidente do Conselho, à Princesa Isabel, que era então regente do trono, enquanto D. Pedro II viajava pela Europa. A princesa sanciona a lei, conhecida como  Lei do Ventre Livre, que libertou todos os filhos de escravos que nascessem a partir daquela data (28/09/1871). Depois de um início conturbado, a lei passou a ser aceita, sobrevindo tempos mais tranquilos, aparentemente, porque a abolição continuava fermentando e contava com o apoio do Imperador. Em 1888 novamente viaja o Imperador e no poder estava o barão de Cotegipe, que não era favorável à extinção do escravismo, tanto que diz à princesa que se caso ela realizasse a abolição, lhe restaria a barra, ou seja, partir em um navio, deixando o país.
Apesar das consequências seríssimas que causou, a Princesa, cognominada Redentora, assina o decreto que acaba com o cativeiro no Brasil. A lei, chamada Lei Áurea, tem o número 3.353, e está assinada pelo ministro da Agricultura, Rodrigo Augusto da Silva.  É a seguinte a sua redação:

“Art. 1º. – É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil.
Art. 2º.  -  Revogam-se as disposições em contrário."

O papa Leão XIII confere à Princesa a condecoração Rosa de Ouro.
Em sua vida pessoal, a princesa casou-se com o homem por quem se apaixonou, o conde d’Eu, o francês Gastão d’Orleans, a quem o povo brasileiro julgava avarento, intrigante, ambicioso, a quem acusavam ainda de desprezar o Brasil por pouco valor mental e militar. Essa animosidade pode ter sido injusta, porém foi aproveitada na época pelos republicanos que desbarataram todas as oportunidades da Princesa Imperial vir a ser Imperatriz: “Os brasileiros não querem um rei francês!”
Além disso, a educação dentro de um regime patriarcal fez com que os estadistas, assim educados e acostumados, viam-se diante do impasse de ter que obedecer a uma mulher, que, segundo pensavam, seria incapaz de resolver certos problemas delicados seja por intransigência em questões de grande valor, ou transigência em outros casos.
Com a República, a Princesa Isabel exilou-se na Europa onde faleceu em 1921.
Um excerto do Instituto Histórico de Petrópolis explica um pouco mais da luta da princesa:

A Princesa Isabel, depois de uma luta insana contra os escravocratas, na qual ela precisou até derrubar o Gabinete de Ministros do Barão de Cotegipe, para poder nomear o abolicionista João Alfredo Corrêa de Oliveira e assim poder propor ao Parlamento a LEI ÁUREA e finalmente sancioná-la, depois deste desprendimento verdadeiramente heroico, pois sabia que a consequência seria a queda da Monarquia (o que de fato ocorreu um ano e meio depois). Arguida, já no exílio, que se adivinhasse que perderia o Trono, teria assinado a Lei? Respondeu: "Quantos tronos houvesse a cair, eu não deixaria de assiná-la.”

Fontes:
http://www.infoescola.com/biografias/princesa-isabel/


quinta-feira, 13 de março de 2014

AMÉRICO VESPÚCIO.


Américo Vespúcio  (Florença, 1451 — Sevilha, Espanha, 1512)
Tornou-se um mercador, navegador e grande explorador do Novo Mundo. Seus textos ainda são importantes para o entendimento dos primeiros anos de exploração da América, apesar das suspeitas de fraude que envolvem suas cartas.

Américo Vespúcio

Era o terceiro filho de uma tradicional família florentina. Seu pai era Nastagio Vespucci, trabalhava como notário, e sua mãe era Lisabetta Mini. Na infância foi educado por seu tio Giorgio Antonio Vespucci. O jovem Américo cresceu numa época de grandes descobrimentos e efervescência cultural, gostava principalmente de filosofia natural, geografia e astronomia.

Em 1479, Vespúcio começou a trabalhar em atividades comerciais para a família Médici, que governava Florença. Em 1491, foi trabalhar em uma agência na Espanha. Entre suas funções, participava da preparação de navios para viagens, inclusive para a segunda expedição de Colombo. Por volta de 1496, Vespúcio assumiu o comando da agência de Sevilla.

As Viagens de Américo  Vespúcio
Os documentos sobre as viagens de Vespúcio são controversos, em boa parte. Existem dois conjuntos de textos conhecidos que são atribuídos ao florentino.
O primeiro conjunto deriva de uma carta em nome de Vespúcio, enviada de Lisboa, em 1504, escrita em italiano, possivelmente para o magistrado italiano  Piero Soderini. A carta foi impressa em Florença, em 1505. Duas versões, em latim, dessa carta foram publicadas com os títulos Quattuor Americi navigationes e Mundus Novus, ou Mundo Epistola Alberici de Novo.

O segundo conjunto é composto por três cartas pessoais de Vespúcio, dirigidas a Lorenzo de Medici, encontradas nos séculos 18 e 19.

No primeiro conjunto, Vespúcio menciona quatro viagens ao Novo Mundo. No segundo, apenas duas.

As viagens de Américo Vespúcio

Segundo o historiador italiano Alberto Magnaghi (1874-1945), o primeiro conjunto de documentos não seriam autênticos, do próprio Vespúcio. Críticas posteriores, considerando aspectos linguísticos e estilísticos, defendem que existem coincidências demais entre os dois conjuntos, o que leva a concluir que Américo Vespúcio seria um embusteiro. Entretanto, existem outros documentos que compravam as duas viagens de Vespúcio mencionadas no segundo conjunto de cartas. Essas duas viagens são comentadas a seguir:

Em maio de 1499, Vespúcio participou, como tripulante, da expedição do navegador espanhol Alonso de Ojeda, que explorou parte da costa norte da América do Sul, provavelmente, a costa da Venezuela. Retornou em junho de 1500.

Vespúcio pensou ter navegado pelo extremo oriental da Ásia, acreditando que poderia chegar ao Oceano Índico, uma vez contornado as terras ao sul. Ele procurava as terras conhecidas das Índias. Assim, tentou organizar uma expedição com apoio da Espanha, o que foi negado, possivelmente por tratar-se de território português, pelo Tratado de Tordesilhas.

Em 1501, Vespúcio seguiu na expedição portuguesa de Gonçalo Coelho e verificou que as terras se estendiam por demais ao sul, indicando que não poderia ser a Ásia, mas um Novo Mundo. Foi a partir desta viagem histórica que os europeus finalmente entenderam que aquelas terras não seriam as Índias.

Após ler os relatos de Vespúcio sobre suas viagens e impressões do Novo Mundo, o cartógrafo alemão Martin Waldseemüller batizou a parte sul do Novo Mundo de América (atual América do Sul), em seu planisfério de 1507.

É incerto se Vespúcio participou de outras expedições ao Novo Mundo. Ele casou com Maria Cerezo em 1505 e passou a trabalhar na Casa de Contratación de las Indias, em Sevilla. Em 1508, foi nomeado navegador chefe com importantes atribuições. Faleceu em 1512.

Os textos deixados por Vespúcio mostram um homem culto, mas com estilo de marqueteiro, capaz de usurpar feitos alheios. Entretanto, suas contribuições são grandes e inegáveis, principalmente na cosmografia da época e nas descrições das terras descobertas.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tomás de Torquemada

TOMÁS DE TORQUEMADA – O INQUISITOR
Artigo de FERNANDO FERNANDES:

Na segunda metade do século XV, a Península Ibérica tinha mais judeus convertidos do que qualquer outra região do mundo. Ocupada durante séculos pelos muçulmanos, que concediam aos judeus liberdade de culto, a Península Ibérica tornou-se um refúgio ideal e palco de uma intensa troca civilizatória entre elementos das culturas cristã, muçulmana e judaica. Entre os frutos desse intercâmbio, destaca-se a Astrologia, quase desaparecida da Europa durante alguns séculos e que retorma ao continente exatamente pela via do contato com o mundo islâmico, na região do Mediterrâneo.

Tomás de Torquemada

Com a progressiva unificação da Espanha (resultado da união dos reinos de Leão e Castela e, mais tarde, destes com Aragão) os muçulmanos e os judeus foram aos poucos empurrados para o sul, obrigados a migrar para o Marrocos ou a fazer uma conversão forçada ao cristianismo. Tal conversão era sempre vista com desconfiança, já que, motivada pela perseguição religiosa, era apenas aparente: na intimidade de seus lares, muitos judeus continuavam em segredo a praticar os velhos cultos.

Com o casamento de Fernando, rei de Aragão (a atual Catalunha, ou seja, a região de Barcelona) com Isabel de Castela (a região de Madri), os dois reinos se uniram e a Espanha moderna começou a tomar forma. Torquemada, na época (1478), era frade dominicano e confessor de Isabel, função que exercia desde 1474. Poucos anos depois ele se transformaria na figura mais importante da Inquisição Espanhola. Torquemada explorava a desconfiança popular com relação aos judeus convertidos e difundia a suposta necessidade de que o país contasse apenas com sangre limpia, ou seja, sangue puramente cristão. Na prática, era uma ficção, pois, como a Espanha tinha a maior comunidade judaica da Europa medieval e como eram comuns os casamentos inter-étnicos e as conversões religiosas, pouquíssima gente na Espanha tinha sangue realmente puro. 

O próprio Torquemada era neto de marranos (judeus convertidos), fato que ele escondia cuidadosamente. Mas Torquemada não se deixou abater por este detalhe: decidido a purificar o país, desenvolveu um trabalho metódico, frio e impiedoso de perseguição aos marranos que resultou na morte de - segundo algumas fontes - trinta mil vítimas.

O objetivo formal da Inquisição era a erradicação da heresia, o que, para Torquemada, era sinônimo de eliminação dos marranos. Para estimular as delações, a Inquisição chegou a publicar um conjunto de orientações que ensinava aos católicos como vigiar seus vizinhos e reconhecer possíveis traços de judaísmo. Eis alguns dos sintomas reveladores:

- Se você observar que seus vizinhos estão vestindo roupas limpas e coloridas no sábado, eles são judeus.

- Se eles limpam suas casas na sexta-feira e acendem velas bem mais cedo do que o normal naquela noite, eles são judeus.

- Se eles comem pão ázimo e iniciam sua refeição com aipo e alface durante a Semana Santa, eles são judeus.

- Se eles recitam suas preces diante de um muro, inclinando-se para frente e para trás, eles são judeus.

A pena mais leve imposta aos marranos era o confisco de seus bens, técnica que se mostrou muito eficiente como forma de arrecadar recursos para a guerra contra os mouros. Os reis católicos, Isabel e Fernando, precisavam de receitas, e a perseguição movida aos hereges por Torquemada era uma fonte de renda que interessava sobremaneira ao Estado. Apesar dos protestos do Papa Sixto IV, que jamais chancelou a limpeza étnica que tinha lugar na Espanha, Isabel e Fernando auto-intitulavam-se "protetores da Igreja" e defensores da fé, antecipando práticas que seriam depois amplamente utilizadas pelos regimes totalitários do século XX.

Os judeus que sofriam apenas o confisco podiam dar-se por satisfeitos. O mais comum era serem obrigados a desfilar pelas ruas vestidos apenas com umsambenito - traje humilhante, que definia sua condição de hereges - e flagelados na porta da igreja. A etapa seguinte era a morte na fogueira, durante os chamados autos-de-fé, após inomináveis torturas.

Homossexuais estiveram entre as vítimas prediletas da Inquisição Espanhola


Torquemada, no afã de obter dos reis católicos a expulsão definitiva de todos os judeus, promoveu em 1490 um julgamento-espetáculo, onde as vítimas foram oito judeus acusados de praticar rituais satânicos de cruxificação de crianças cristãs. Pressionados pelo clima de crescente intolerância, em 31 de março de 1492 Fernando e Isabel publicaram seu Edito de Expulsão: "Decidimos ordenar a todos os ditos judeus, homens e mulheres, que deixem nossos reinos e jamais retornem a eles." Foi concedido aos judeus que permanecessem até julho na Espanha. A partir daí, os que fossem encontrados seriam mortos. Muitos fugiram para Portugal ou Norte da África, onde enfrentaram mais perseguições; alguns, sem outra alternativa, aceitaram embarcar numa duvidosa viagem comandada por um certo aventureiro chamado Cristóvão Colombo; alguns permaneceram na Espanha como "judeus ocultos" (e seus descendentes são judeus ocultos até hoje).

Após completar a expulsão dos judeus, Torquemada retirou-se para o monastério de São Tomás, em Ávila, onde passou seus últimos anos convencido de que desejavam envenená-lo, o que o levava a manter um chifre de unicórnio, considerado um antídoto eficaz, sempre perto de si. O Grande Inquisidor acabou sendo vítima de morte natural, em 1498.




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Simon Bolívar "El Libertador"

O Pai da Independência Sul-Americana:

Simon Bolívar é frequentemente chamado de "o George Washington" da América Latina. Ele é considerado o responsável pela libertação de cinco países sul-americanos do domínio espanhol: Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador.
Simon Bolívar nasceu no dia 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela. De família aristocrata, descendente de espanhóis, ele tornou-se órfão aos 9 anos. Ainda muito jovem, visitou diversos países europeus, e foi enviado em 1799 a Madri, na Espanha, para completar sua educação. Aos 18 anos, Bolívar casou-se com Maria Teresa de Toro e, em 1802, o casal foi a Caracas, aonde, após seis meses de matrimônio, a jovem veio a falecer.



Em 1804, Bolívar retornou à Europa, visitando a França e a Itália. Ele ficou extremamente impressionado com Napoleão Bonaparte, que havia se coroado imperador, e o jovem Bolívar então passou a sonhar em ter a glória semelhante. Quando Bolívar foi a Roma, fez seu famoso juramento, no Monte Sacro, de libertar a América do Sul.
Em 1808, Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha, depôs a dinastia Bourbon e nomeou seu irmão José como rei espanhol. Todas as colônias espanholas recusaram-se a reconhecer a autoridade de Bonaparte. Alguns continuaram aderindo à família real espanhola, enquanto outros decidiram perseguir a independência.
A revolução contra o domínio espanhol teve início na Venezuela, em 1810, com a deposição do governante espanhol. Uma declaração formal de independência foi feita em 1811, e no mesmo ano, Bolívar tornou-se oficial do exército revolucionário. Porém, em 1812, tropas espanholas retomaram o poder na Venezuela. O líder da revolução venezuelana, Francisco Miranda, foi preso e Bolívar deixou o país.


Nos anos seguintes ocorreram diversas guerras. As vitórias venezuelanas eram seguidas por derrotas esmagadoras, mas Bolívar nunca desistiu. Finalmente, em 1819, Bolívar liderou seu pequeno exército ao longo de rios e vales, e nas altas trilhas dos Andes, para atacar as tropas espanholas na Colômbia. Ele venceu a importante Batalha de Boyaca, em 7 de agosto de 1819, e a República da Colômbia foi proclamada em dezembro do mesmo ano. Em 1821, Bolívar finalmente libertou a Venezuela na Batalha de Carbobo e um de seus mais talentosos oficiais, Antonio José de Sucre, libertou o Equador na Batalha de Pichincha, em maio de 1822.
Enquanto isso, o patriota argentino José de San Martin libertava a Argentina e o Chile, e iniciava a libertação do Peru. Simon Bolívar e José de San Martin se reuniram na cidade de Guayaquil, no Equador, no verão de 1822, mas não chegaram a um acordo sobre unir suas forças para combater os espanhóis. San Martin não queria se envolver numa luta por poder com Bolívar, pois isso beneficiaria a Espanha. Portanto, ele renunciou à sua posição como Protetor do Peru, deixando o poder para Bolívar e emigrou da América do Sul. Bolívar chegou ao Peru em 1823 e prevaleceu sobre o governo real espanhol na Batalha de Junin, em agosto de 1824. Mas foi Sucre que assegurou uma vitória total, ao esmagar as tropas espanholas em Ayacucho, em dezembro de 1824. A guerra pela independência estava vencida!


Após as vitórias militares, Simon Bolívar encontrava-se em uma posição extraordinária. Ele era presidente da Colômbia, ditador do Peru e presidente da recém-formada Bolívia, região que havia sido chamada de Alto Peru nos tempos coloniais. O novo país foi nomeado em sua homenagem.    
Após realizar seu sonho de libertar seu país e outras nações sul-americanas do controle espanhol, o objetivo seguinte de Simon Bolívar foi de o de se tornar um líder e estadista sul-americano. Bastante impressionado com os Estados Unidos da América, onde diversos estados haviam se unido para formar um único país, Bolívar planejou realizar uma federação das nações da América do Sul. De fato, Venezuela, Colômbia e Equador já constituíam a República da Grande Colômbia, sob a presidência de Bolívar. Mas diferentemente dos Estados Unidos, as tendências de independência nacional no continente não podiam ser ignoradas. Quando Bolívar convocou o Congresso das Nações da América Hispânica, em 1826, apenas quatro países compareceram.

Simon Bolívar e José de San Martin

No entanto, ao invés de mais países se unirem à Grande Colômbia, o oposto ocorreu: a república começou a se repartir. Para agravar a situação, uma guerra civil irrompeu na Colômbia em 1826. Bolívar tentou evitar uma separação definitiva das regiões em conflito. Ele conseguiu que ocorresse uma reconciliação temporária e convocou uma nova assembléia constituinte em 1828, mas não concordou com as deliberações do corpo legislativo e assumiu poderes ditatoriais temporariamente. A oposição a Bolívar começou a crescer repentinamente e em 25 de setembro de 1828, ele escapou por pouco de uma tentativa de assassinato.

Bolívar não conseguiu manter a confederação dos países da América do Sul. Por volta de 1830, Venezuela e Equador já haviam deixado a união, e Bolívar, percebendo que suas ambições políticas eram uma ameaça à paz regional, renunciou em abril do mesmo ano. Quando faleceu, em 17 de dezembro de 1830, ele estava deprimido, pobre, e havia sido exilado de seu país de origem, a Venezuela. Ele morreu de tuberculose em Santa Marta, na Colômbia.
Simon Bolívar morreu odiado por seus inimigos e exilado de seu próprio país. Todavia, após sua morte, sua reputação foi restaurada e ele obteve fama de proporções quase mitológicas. Foi, sem dúvida, um líder marcante. Um homem ambicioso, às vezes assumia posturas de ditador; porém, ele esteve sempre mais preocupado em preservar a democracia e assegurar o bem-estar de seu povo do que com suas ambições pessoais. O trono lhe foi oferecido, mas ele o recusou. Presume-se que ele considerava seu título de "El Libertador" maior que qualquer título real.

Não há dúvidas de que Bolívar foi o principal líder na libertação das colônias espanholas na América do Sul. Mesmo antes de iniciar sua campanha militar, ele já havia escrito cartas, publicações em jornais e feito discursos a favor da independência. Posteriormente, ele arrecadou fundos para financiar as guerras, e foi o principal líder das forças revolucionárias.
Não obstante, ele não pode ser considerado um grande general. Os exércitos que ele derrotou não eram poderosos. Bolívar não foi um estrategista militar, porém possuía algo extremamente valioso: sua firme determinação a despeito de qualquer obstáculo. Mesmo após sofrer tantas derrotas contra os espanhóis, ele re-agrupou suas tropas e continuou a lutar. Outros provavelmente teriam desistido.

Em algumas maneiras, Simon Bolívar foi ainda mais notável que o pai da independência norte-americana, George Washington. Diferente de Washington, Bolívar libertou qualquer escravo que encontrava durante suas batalhas e tentou abolir a escravidão em todo território que ele libertou. Não obstante, mesmo após sua morte, a escravidão continuou existindo nas ex-colônias espanholas na América Latina. 
Simon Bolívar era um romântico e um idealista, com grandes ambições políticas. Mas ele não dava muita importância ao dinheiro; entrou na política como um homem rico e faleceu muito pobre. Ainda hoje, Bolívar continua sendo um dos maiores heróis na história da América do Sul.

Fonte: www.10emtudo.com.br

sábado, 5 de janeiro de 2013

O que pensava Aristóteles sobre a escravidão.


“O uso dos escravos e dos animais é aproximadamente o mesmo”. Aristóteles, 384 a. C.
O status de cidadão (o “igual”) não é concedido a toda a população. Os cidadãos, homens livres, deveriam dedicar seu tempo à filosofia e à política, enquanto o trabalho, que era visto como uma atividade inferior, era relegado aos não cidadãos, como os escravos – pensamentos de Aristóteles.
Escravidão na Antiguidade
Não existia distinção de sexo, de cor de pele, de idade, de riqueza, de instrução, de origem, etc. Homens, mulheres e crianças de muitas partes do mundo antigo foram escravos.
“Desde a hora em que nascem, alguns estão marcados para a submissão, outros para o comando”. Aristóteles.