Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

Mostrando postagens com marcador Império Romano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Império Romano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

A Queda do Império Romano do Ocidente

 

A Queda do Império Romano do Ocidente

"Desagregação é o termo que os historiadores utilizam para explicar a queda do Império Romano, que aconteceu em 476 d.C., quando o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi destituído por Odoacro, rei do povo germânico hérulo. A parte ocidental do império foi ocupada pelos germânicos, e a parte oriental continuou existindo sob o nome de Império Bizantino.

 

Fonte: História do Mundo

Crise do Império Romano

A crise do Império Romano iniciou-se a partir do século II-III d.C. Marcaram esse período a crise econômica, a corrupção, os sucessivos golpes e assassinatos realizados contra imperadores e, como elemento final, as invasões germânicas.

 

O século III foi marcado por uma grande sucessão de imperadores, o que evidenciou a instabilidade desse período, pois, em um período aproximado de 50 anos, o Império Romano teve cerca de 16 imperadores – muitos deles mortos após conspirações.

 

Além disso, o fim da expansão territorial romana afetou fortemente a economia. A partir do século II, o Império Romano passou a priorizar a manutenção do gigantesco território conquistado. Isso afetou diretamente o sistema escravista, que era sustentado a partir dos prisioneiros de guerra levados ao Império como escravos. A crise do sistema escravista foi ampliada na medida em que os povos conquistados recebiam o direito à cidadania romana.

 

Esse contexto desencadeou uma crise econômica em razão da diminuição da produção agrícola e do encarecimento dos alimentos. O encarecimento dos alimentos gerou fome, e revoltas aconteceram em determinadas regiões. Além disso, essa crise econômica afetou diretamente a manutenção dos exércitos localizados nos limes, as fronteiras do Império Romano.

 

Germânicos

A crise econômica resultou na diminuição do contingente militar romano e, assim, as fronteiras tornaram-se vulneráveis aos ataques estrangeiros. As fronteiras sempre foram ameaçadas por povos estrangeiros, mas, a partir do século II, essa ameaça acentuou-se e, no século V, tornou-se insustentável com o fluxo migratório dos germânicos.

Os povos germânicos eram chamados de “bárbaros” pelos romanos por não compartilharem a mesma cultura e por não falarem latim. Eles habitavam regiões ao norte e leste das fronteiras do império, que eram chamadas de Germânia pelos romanos. Além disso, parte dos povos germânicos – em sua maioria, pagãos – converteram-se ao cristianismo arianista, que havia sido condenado pela Igreja Católica como heresia. Isso contribuiu para que a rivalidade entre romanos e germânicos aumentasse. O arianismo era uma interpretação teológica do Cristianismo que negava a divindade de Jesus Cristo."

"As invasões germânicas, em geral, são explicadas pelo resfriamento climático e pelo aumento populacional, o que criou uma necessidade por melhores terras para garantir a sobrevivência. Por essa razão, partes do Império Romano (Gália e Península Ibérica) já haviam sido invadidas desde o século III.

O principal motivo levantado pelos historiadores para explicar a grande migração germânica do século V foi a chegada dos hunos – um povo nômade que havia migrado desde as estepes da Ásia Central. Por onde chegavam, os hunos traziam pânico, e muitos povos escolhiam fugir da presença huna. A chegada dos hunos causou a migração de dois povos para as terras ocidentais do Império Romano: ostrogodos e burgúndios.

Em 410, a cidade de Roma foi saqueada pelos visigodos e, a partir daí, uma sucessão de povos invadiu as terras romanas: alanos, suevos, vândalos, alamanos, jutos, anglos, saxões, hunos, francos etc. Todos esses povos, ao perceberem o enfraquecimento da parte ocidental do Império Romano, instalaram-se nas terras e criaram novos reinos. Muitos deles foram absorvidos por outros a partir da guerra.

O Império Romano do Ocidente agonizou até 476, quando a cidade de Roma foi invadida pelos hérulos e o último imperador romano foi destituído. O estabelecimento dos povos germânicos nas antigas terras romanas levou ao surgimento de novos reinos, que originaram as nações modernas da Europa. As transformações que aconteceram nesse processo resultaram na formação das características que definiram a Europa no auge do período medieval.

Fonte da pesquisa acima:

SILVA, Daniel Neves. "Queda do Império Romano"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-imperio-romano.htm. Acesso em 10 de fevereiro de 2023.

 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Os bárbaros.


Vocês sabem quem foram “os povos bárbaros”?

Para os antigos gregos e romanos, os “bárbaros” eram os estrangeiros, ou seja, todos aqueles que não falavam a sua língua.

A partir do século quatro depois de cristo os “bárbaros” invadiram o território do império romano.

Sendo que no ano de 476, o imperador romano Rômulo Augusto foi deposto por Odoacro, líder de um desses povos.


Imperador Rômulo Augusto


Esses bárbaros vinham de regiões da Europa da parte Norte e  Oriental, para fugir do avanço dos hunos, provenientes da Ásia (maior líder Huno, foi Átila).



Os bárbaros não tinham uma organização social, não tinham leis, eram nômades (não tinham lugar fixo de moradia) e acampavam aqui e ali, em bandos.

Estavam à procura de novas terras para ocupar e, principalmente, para aproveitar suas pastagens. Quando os bárbaros chegavam, as pessoas fugiam apavoradas, pois eles destruíam tudo, estupravam as mulheres, queimavam as vilas e saqueavam seus pertences. Daí o uso constante nos dias atuais de barbaridade, crime bárbaro etc.

Os povos bárbaros mais conhecidos foram: Alanos, Anglos, Alamanos, Burgúndios, Francos (lembram de Carlos Magno), Frísios, Godos, Visigodos, Ostrogodos, Hérulos, Hunos, Lombardos, Lusitanos (região de Portugal, daí os portugueses serem conhecidos como lusos), Rúgios, Saxões, Suevos, Teutões, Vândalos (daí que surge a denominação nos dias de hoje quando o pessoal quebra as coisas nas ruas).

Professor David – Pós-graduado em História.

As perseguições aos cristãos durante o Império Romano.


Os povos da antiguidade adoravam muitos deuses, ou seja, eram politeístas. Jesus Cristo, o fundador do cristianismo, falava justamente ao contrário, ele afirmava que existe um só Deus, para o qual todos os homens são iguais. 

Os seguidores de Jesus negavam-se a adorar o imperador romano como uma divindade, fato este que era obrigado a população romana. 

Essa rejeição despertou o ódio dos imperadores romanos, que ordenaram uma série de perseguições aos cristãos.

Muitos deles foram massacrados, queimados vivos, jogados às feras famintas.

Um exemplo foi o imperador Nero, que além de ser muito cruel com os cristãos, foi acusado de colocar fogo em Roma e acusa-los.



Porém, mesmo com toda a perseguição, Jesus difundiu-se  no império romano, e os cristãos passaram a ser cada vez mais numerosos.


Professor David – Pós-graduado em História.