Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

AS CIVILIZAÇÕES DO ANTIGO ORIENTE MÉDIO - MESOPOTÂMIA E EGITO.


AS CIVILIZAÇÕES DO ANTIGO ORIENTE MÉDIO
O Homem apareceu na Terra há três milhões de anos, mas formou sociedade complexamente organizadas (com escrita, Estado, leis, cidades) há somente cinco ou seis mil anos. Ou seja, sua vida “história” é muito mais curta e recente que a “pré-histórica”, sobre a qual temos informações fragmentárias, dispersas e polêmicas. Sabemos, entretanto, que por volta de 4000 a.C. o homem descobriu a agricultura, com ela sedentarizou e assim começaram a se desenvolve as primeiras civilizações.
Conhecidas como civilizações hidráulicas ou de regadio constituíram-se em torno e em função de grandes rios: a Mesopotâmia estava ligada aos rios Tigre e Eufrates, o Egito ao Nilo, a Índia ao Indo, a China ao Amarelo. Foi no Oriente Médio, com as civilizações da Mesopotâmia e do Egito, que teve início a História. Tempos depois desenvolveram-se ali outras sociedades, que, sem contar com o poder fertilizador de grandes rios, ganharam características diversas: pastoris (hebreus, filisteus, cananeus, hititas), mercantis (fenícios, lídios, cretenses), militares (assírios, hititas, persas). Cada um desses povos teve, além de uma rica história interna, longas e muitas vezes conflituosas relações com os demais
As duas principais civilizações foram a Mesopotâmia e o Egito. A Mesopotâmia, planície aberta à constante movimentação de diversos povos, conheceu quatro grandes períodos históricos:  o sumério, o babilônico, o assírio e o caldeu. Essa periodização clássica baseia-se na complexa história político-militar da região. Em todas as fases, há um clara continuidade social (elite, homens livres pobres, escravos) e econômica (cerealicultura, pecuária, artesanato e comércio). Também do ponto de vista cultural (escrita cuneiforme, códigos jurídicos, astronomia) e religioso (politeísmo antropomórfico), os povos mesopotâmicos mostraram sua semelhanças.

O Egito, por sua vez, mais isolado por mares e desertos, só passou a ter contatos frequentes com outros povos numa época relativamente tardia, por volta do século XVIII a.C. O fato de o faraó ser considerado um deus (enquanto os governantes mesopotâmicos eram apenas representantes de deuses) contribuiu por muito tempo para a estabilidade da região. Para preservar o corpo do faraó falecido e assim perpetuar a sociedade, construíram as pirâmides. Estruturalmente ligados ao Nilo, os egípcios concebiam o mundo como reflexo da luta entre o rio (deus Osíris) e o deserto (deus Seth). A vida  econômica desse povo dependia do Nilo: agricultura em suas margens, transporte de pessoas e mercadorias em seu leito.

Fonte: História Geral - Hilário Franco Jr. e Ruy de O. Andrade Filho.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Carbono 14.

Você sabe o que é a datação de Carbono 14?

Segue abaixo uma explicação:

DATAÇÃO POR CARBONO 14 



1. Explique como os cientistas obtêm idades de milhões de anos pelo método do carbono 14.

Isto não é feito. A datação por carbono-14 não pode dar resultados além de cerca de 70.000 anos. Idades de milhões de anos são baseadas em outros métodos inorgânicos.
2. Como funciona a datação por carbono-14?

A datação por carbono-14 (C-14) é baseada no fato de que o C-14 é radioativo e se desintegra produzindo nitrogênio-14. Os seres vivos recebem o C-14 por meio do alimento e água, mantendo um nível constante de C-14 no corpo. Quando morrem, o C-14 que se desintegra não é mais substituído, assim o nível de C-14 diminui. Quanto maior o período depois da morte, menos C-14 permanece no corpo. A concentração do C-14 em uma amostra pode ser medida com precisão e comparada com a quantidade de carbono-12 não radioativo. Com estas medidas pode-se calcular o tempo necessário para que o nível inicial do C-14 existente no corpo antes de sua morte pudesse chegar a este novo nível medido. Esta será a "idade C-14" da amostra (1).
3. Quão precisa é a datação por carbono-14?

As idades determinadas por carbono-14 (C-14) parecem ser precisas sempre que podem ser comparadas com relatos históricos. Algumas exceções são conhecidas, tais como quando os organismos não recebem a quantidade de C-14 igual à média do ambiente, mas estes casos geralmente são facilmente explicados. Além de cerca de 1500 A.C., os registros históricos existentes são escassos e a contagem de anéis de árvores pode ser usada para calibrar e corrigir as idades por C-14 (2).
A parte experimental da datação por C-14 consiste em medir a proporção de carbono-14 e carbono-12, e algumas vezes do C-13, em uma amostra. Isto pode ser feito com uma boa precisão, embora seja difícil trabalhar com algumas amostras. Além disso, a precisão do resultado depende da confiabilidade dos pressupostos usados na interpretação das medidas.
4. Quais são os pressupostos usados na determinação de idades por carbono-14?

A interpretação dos resultados é baseada em vários pressupostos. Aceita-se que a taxa de decaimento radioativo do carbono-14 não tem mudado ao longo dos anos. Não há nenhuma evidência contra este pressuposto, e ele parece ser confiável. Supõe-se também que não haja perda ou contaminação de C-14 na amostra. A confiabilidade deste pressuposto provavelmente depende do ambiente em que a amostra se encontra. Uma amostra isolada, relativamente à troca de átomos com o ambiente, terá mais probabilidade de evitar a contaminação ou perda do que uma amostra que se encontre freqüentemente exposta ao escoamento de água. Freqüentemente são identificados erros cometidos quanto a este pressuposto.
Outros três pressupostos são feitos ao aplicar o método (3). Primeiro, a taxa de produção do carbono-14 deve ter sido relativamente constante. Sabe-se que ocorreram variações, mas acredita-se que se pode fazer a correção devida. Segundo, as quantidades de carbono-14 presentes em reservatórios geofísicos devem ser constantes. Os reservatórios geofísicos incluem a atmosfera, os oceanos, a biosfera e os sedimentos. Este pressuposto tem sido questionado recentemente (4). Terceiro, as várias taxas de fluxo do carbono-14 entre os reservatórios geofísicos devem ser constantes, e o tempo de residência do carbono-14 nos vários reservatórios deve ser curto em relação à sua meia-vida. Se estas três condições forem satisfeitas, o resultado é que a concentração inicial de C-14 na amostra pode ser estimada. Este resultado parece funcionar bem quando pode ser verificado. Entretanto, seria completamente invalidado para material que estivesse vivo antes do dilúvio.
O dilúvio deve ter alterado drasticamente a concentração do C-14. Isto porque o C-14 antediluviano estaria grandemente diluído em grandes quantidades de C-12 que agora estão enterradas na forma de carvão mineral e petróleo (5). Isto reduziria grandemente a concentração de C-14 antes do dilúvio, fazendo com que uma amostra da época parecesse muito mais velha do que é realmente. De acordo com esta interpretação, se plantas que viveram antes do dilúvio fossem datadas por C-14 usando os padrões atuais, pareceriam muito mais antigas mesmo quando ainda vivas. Isto significa que aqueles que crêem em um dilúvio mundial devem esperar encontrar idades muito grandes para organismos que viveram antes do dilúvio. O mesmo se aplicaria a plantas e animais que viveram logo após o dilúvio, antes que o novo nível de concentração de C-14 fosse atingido.

Notas para as perguntas sobre datação por carbono-14
1. O método está descrito com maiores detalhes em: Newcomb R. C. 1990. "Absolute age determination". Berlin and NY: Springer-Verlag, p 162-180.
2. (a) Ver o capítulo 26 em Coffin H. G, Brown R. H. 1983. "Origin by design". Hagerstown, MD: Review and Herald Publ. Assn.; (b) Brown R. H. 1988. "The upper limit of C-14 age?" Origins 15:39-43; (c) Brown R. H. 1994. "Compatibility of biblical chronology with C-14 age". Origins 21:66-79; (d) Giem PAL. 1997. "Scientific theology". Riverside, CA: La Sierra University Press, p. 175-187; (e) O uso de anéis de árvores para calibrar datações por carbono 14 é criticado por: Brown R. H. 1995. "Can tree rings be used to calibrate radiocarbon dates?" Origins 22:47-52; ver também Radiocarbon, volume 34(1), (1993), que trata da calibração da datação por carbono 14.
3. Ver p. 158 no livro de Newcomb na nota 1.
4. (a) Hesshaimer V., Helmann M., Levin I. 1994. "Radiocarbon evidence for a smaller oceanic carbon dioxide sink than previously believed". Nature 370:201-203; (b) Joos F. 1994. Nature 370:181-182; (c) Ver os comentários de Brown R. H. 1994. "Compatibility of biblical chronology with C-14 age". Origins 21:66-79.
5. Post W. M., et al. 1990. "The global carbon cycle". American Scientist 78:310-326. De acordo com estes autores, o carbono total em trânsito na biosfera (não carbonato) é cerca de 40.000-45.000 gigatons. A quantidade de carbono nos combustíveis fósseis é estimada em 6.000 gigatons e a quantidade de querógenos (orgânicos) em sedimentos é cerca de 15 milhões de gigatons. Isto dá uma proporção de 300:1 para o carbono antediluviano na biosfera em relação ao carbono atual na biosfera. Este valor difere do valor de 143:1 buscado por Brown, por apenas um fator dois (Origins 15:39-43, Ver a nota 2 para a referência completa).


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Discurso de Charlie Chaplin - O Grande Ditador.

Como o homem seria bem melhor se seguisse as palavras maravilhosas deste grande artista do século XX - Charlie Chaplin.

O DISCURSO FINAL DE “O GRANDE DITADOR” DE CHARLES CHAPLIN
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.
 Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
 O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem
essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
 A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura
seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não
é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a
liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
 Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
 Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!


Discurso de Charles Chaplin, no filme The Great Dictator (O Grande Ditador) 1940.