Nada é Definitivo!

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Grande Depressão de 1929.

ARTIGOS SOBRE A GRANDE DEPRESSÃO - 1929
A Grande Depressão
Foi a mais grave crise econômica mundial do século 20. Tudo começou por causa de um grande desequilíbrio na economia dos Estados Unidos. Durante a década de 1920, houve um rápido crescimento do mercado de ações no país, com os americanos investindo loucamente nas bolsas de valores, acreditando que elas se manteriam sempre em alta. Cidadãos comuns vendiam as próprias casas para comprar ações, atrás de um lucro fácil e, teoricamente, seguro. No entanto, em meados de 1929, a economia do país começou a dar sinais de que as coisas não iam tão bem assim. Os Estados Unidos entraram em recessão (queda no crescimento econômico) e muitas empresas haviam se endividado além da conta durante o período de euforia. Em outubro de 1929, diante desses sinais negativos, os preços das ações desabaram, provocando a quebra da Bolsa de Valores de Nova York.
Manchete do jornal “Brooklyn”: "Wall Street em pânico com a quebra do mercado acionário" (livre tradução). As manchetes refletiam o que, para muitos, foi o início da Grande Depressão, a crise econômica que abalou fortemente os países industrializados, no período de 1929 a 1941. 
O colapso na economia americana logo se espalhou pelo mundo, pois os Estados Unidos haviam se tornado o principal financiador dos países da Europa após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), conflito que enfraqueceu o continente. A crise também atingiu o Brasil, fazendo as vendas de café para o exterior, nosso principal produto de exportação na época, despencarem. "A quase falência da cafeicultura aumentou as tensões políticas, quando uma junta militar depôs o presidente Washington Luís e empossou Getúlio Vargas, líder da Revolução de 30", diz o economista José Menezes Gomes, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
A Europa também sentiu os efeitos políticos da crise, pois a democracia e as idéias liberais ficaram desacreditadas, estimulando o surgimento do nazismo alemão e do fascismo italiano. A crise mundial, nascida nos Estados Unidos, começou a ser superada lá mesmo. Em 1933, o presidente Franklin Roosevelt lançou um programa chamado New Deal ("novo acordo", em inglês), realizando grandes projetos de obras públicas para promover a recuperação econômica. Mas a Grande Depressão só seria definitivamente encerrada anos depois, durante a Segunda Guerra (1939-1945).
Década perdidaColapso da economia mundial marcou os anos 30
1929
Colapso da Bolsa de Nova York dá início à Grande Depressão. No Brasil, muitas fábricas fecham as portas e quase 2 milhões de trabalhadores perdem seus empregos
1932
O desemprego chega a 25% na Alemanha. Nos Estados Unidos, a produção da indústria cai para 54% dos níveis registrados em 1929
1933
Onze mil dos 25 mil bancos existentes nos Estados Unidos estão falidos. O governo americano lança o conjunto de reformas conhecido como New Deal
1936
A crisetermina na Alemanha graças à implantação de grandes obras públicas e ao aumento dos gastos militares pelos nazistas, que haviam chegado ao poder se aproveitando da Depressão
1941
A Grande Depressão é totalmente superada nos Estados Unidos depois que o país entra na Segunda Guerra Mundial. Os gastos militares também impulsionam a economia local
Fonte: Revista Mundo Estranho – Abril.

Texto elaborado por Cristiana Gomes
Após a primeira guerra mundial (1918), os EUA eram o país mais rico do planeta. Além das fábricas de automóveis, os EUA também eram os maiores produtores de aço, comida enlatada, máquinas, petróleo, carvão....
Nos 10 anos seguintes, a economia norte-americana continuava crescendo causando euforia entre os empresários. Foi nessa época que surgiu a famosa expressão “American Way of Life” (Modo de Vida Americano). O mundo invejava o estilo de vida dos americanos.
A década de 20 ficou conhecida como os “Loucos Anos 20”. O consumo aumentou, a indústria criava, a todo instante, bens de consumo, clubes e boates viviam cheios e o cinema tornou-se uma grande diversão.
Os anos 20 foram realmente uma grande festa! Nessa época, as ações estavam valorizadas por causa da euforia econômica. Esse crescimento econômico (também conhecido como o “Grande Boom”) era artificial e aparente, portanto logo se desfez.
De 1920 até 1929, os americanos iludidos com essa prosperidade aparente, compraram várias ações em diversas empresas, até que no dia 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo.

Filas se formavam para receber uma ração de pão em Nova York. Entre os dias 29 de outubro e 13 de novembro de 29 a 30 milhões de euros desapareceram da economia norte-americana. Não havia trabalho e a busca por emprego era desesperadora. 

Vários fatores causaram essa crise:
Superprodução agrícola: formou-se um excedente de produção agrícola nos EUA, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente.
Diminuição do consumo: a indústria americana cresceu muito; porém, o poder aquisitivo da população não acompanhava esse crescimento. Aumentava o número de indústrias e diminuía o de compradores. Em pouco tempo, várias delas faliram.
Livre Mercado: cada empresário fazia o que queria e ninguém se metia.
Quebra da Bolsa de Nova York: de 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. De repente o valor das ações começaram a cair. Os investidores quiseram vender as ações, mas ninguém queria comprar. Esse quadro desastroso culminou na famosa “Quinta-Feira Negra” (24/10/1929 - dia que a Bolsa sofreu a maior baixa da história).
Se o valor das ações de uma empresa está desabando, o empresário tem medo de investir capital nessa empresa. Se ele investe menos, produzirá menos; se produz menos, então, não há motivo para tantos empregados, o que levará o empresário a demitir o pessoal.
Muitos empresários não sobreviveram à crise e foram à falência, assim como vários bancos que emprestaram dinheiro não receberam de volta o empréstimo e faliram também.
A quebra da bolsa trouxe medo, desemprego e falência. Milionários descobriram, de uma hora para outra, que não tinham mais nada e por causa disso alguns se suicidaram. O número de mendigos aumentou.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Para termos uma idéia, logo após a quebra da bolsa de Nova York, as bolsas de Londres, Berlin e Tóquio também quebraram.
A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, como conseqüência os outros países que exportavam para os EUA, agora estavam com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise.
Em 1930, a crise se agravou. Em 1933, Roosevelt foi eleito presidente dos EUA e elaborou um plano chamado New Deal. O Estado passou a vigiar o mercado, disciplinando os empresários, corrigindo os investimentos arriscados e fiscalizando as especulações nas bolsas de valores.
Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e construiu estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego também diminuiu. Além disso, o New Deal criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados.
Para acabar com a superprodução, o governo aplicava medidas radicais que não foram aceitas por muitas pessoas: comprava e queimava estoques de cereais, ou então, pagava aos agricultores para que não produzissem.
Fila para ração de pão
O New Deal alcançou bons resultados para a economia norte-americana.
Essa terrível crise que atravessou a década ficou conhecida como Grande Depressão.
Os efeitos econômicos da depressão de 30 só foram superados com o inicio da Segunda Guerra Mundial, quando o Estado tomou conta de fato sobre a economia ajudando a ampliar as exportações. A guerra foi então, uma saída natural para a crise do sistema capitalista.
Na década de 30, ocorreu a chamada “Política de Agressão (dos regimes totalitários – Alemanha, Itália e Japão) e Apaziguamento das Democracias Liberais (Inglaterra e França)”.
A política de agressão culminou em 1939 quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia dando por iniciada a Segunda Grande Guerra
Fonte: infoescola.com
A Grande depressão de 1929
INTRODUÇÃO

A crise econômica desencadeada a partir de 1929, quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, reflete a crise mais geral do capitalismo liberal e da democracia liberal. No período entre guerras (1919 -- 39), a economia procurou encontrar caminhos para sua recuperação, a partir do liberalismo de Estado, ao mesmo tempo em que consolidava-se o capitalismo monopolista. Mesmo nos EUA, as leis anti-trustes perdiam o efeito e grandes empresas -- industriais e bancárias -- tomavam conta do cenário econômico, protegidas pela política não intervencionista adotada principalmente a partir de 1921.
Busca pelo trabalho



A PROSPERIDADE AMERICANA

Desde o final do século XIX, a indústria norte americana conheceu um grande crescimento, no quadro da Segunda Revolução Industrial.
Em 1912 foi eleito o presidente Woodrow Wilson, do Partido Democrata, a partir da defesa da Nova Liberdade, que começou a ser aplicada com a criação de leis trabalhistas específicas a algumas categorias profissionais como os marinheiros e de leis que pretendiam eliminar os grandes privilégios de pequenos grupos, através de mecanismos que coibiam o controle de mercado, aperfeiçoando a Lei Anti truste. No entanto o início da Primeira Guerra anulou essa política e a economia passou a ser dominada por Trustes, Holdings e Cartéis.
As transações de produtos industriais e agrícolas se ampliaram com a abertura de créditos aos aliados, seguida da concessão de empréstimos à Inglaterra e França.


A produção norte americana deu um salto gigantesco em vários setores, destacando-se a indústria bélica, de material de campanha, de alimentos e mesmo de setores destinados ao consumo interno, uma vez que o potencial de consumo no país aumentou com a elevação do nível de emprego; ou ainda para a exportação, principalmente para a América Latina, tomando o lugar que tradicionalmente coube à Inglaterra.

O PERÍODO ENTRE GUERRAS

Terminada a Guerra, realizou-se a Conferência de Paris, onde os três grandes tomaram as principais decisões e impuseram os tratados aos países vencidos. No entanto, apesar da participação do presidente Wilson, os EUA não criaram mecanismos que garantissem sua participação nas reparações de guerra ou o pagamento dos empréstimos e das vendas aos países aliados, ao mesmo tempo em que não reivindicaram nenhum território colonial.
O fim da guerra provocou a retração da economia norte americana, pois a industria de guerra diminuía o ritmo de produção, assim como os soldados que voltavam da guerra não eram absorvidos pelo mercado de trabalho, entre 1919 e 21 o país viveu a "Pequena Crise", determinando a derrota dos democratas.
A partir de 1922 a França e a Inglaterra começam o processo de recuperação e passam a saldar suas dívidas com os EUA, porém esse procedimento somente será colocado em prática, na medida em que os alemães pagarem as reparações de guerra. A partir de 1924, os EUA passam a colaborar com a recuperação da economia alemã, fazendo investimentos no país, garantindo assim o pagamento das reparações e consequentemente das dívidas da época da Guerra esse período, após o ano de 1921, até a crise de 29 ficou conhecido como Big Bussines, caracterizado por grande desenvolvimento tecnológico, grande aumento da produção em novas áreas como a automobilística, geração de emprego e elevação do nível de consumo das camadas médias urbanas. Os edifícios tronaram-se os símbolos da prosperidade norte americana. A política econômica adotada pelos republicanos estimulava o desenvolvimento industrial em setores variados, a concentração de capitais ao mesmo tempo em que inibia as importações; essa política caracterizava-se pelo nacionalismo, que do ponto de vista social traduziu-se em preconceito e intolerância.

A CRISE

Alguns componentes são fundamentais para a compreensão da crise: 1) a superprodução que desenvolveu-se durante e mesmo após a Primeira Guerra Mundial, quando o mercado consumidor estava em expansão. Após a guerra e com o início da recuperação do setor produtivo dos países europeus, a produção norte americana entrou em declínio. Essa situação expressou-se principalmente no setor agrícola.

2) A especulação na década de 20 foi um fenômeno que também alimentou a crise, pois como as empresas estavam obtendo altos lucros, suas ações tenderam a crescer, originando sociedades anônimas e empresas responsáveis apenas por gerir e investir dinheiro.

A primeira expressão da crise ocorre no campo, na medida em que as exportações diminuíam, os grandes proprietários não conseguiam saldar as dívidas realizadas no período da euforia, além disso eram forçados a pagar altas taxas para armazenar seus grãos, acumulando dívidas que os levou, em massa, à falência.

A crise no campo refletiu-se nas cidades com o desabastecimento pois o poder de compra diminuía na medida em que a mecanização da indústria passou a gerar maior índice de desemprego; e ao mesmo tempo promoveu a quebra de instituições bancárias, que confiscavam as terras e ao mesmo tempo não recebiam os pagamentos dos industriais que passavam a não vender sua produção
Muitas famílias tiveram que abandonar seus lares, naqueles dias. Largavam suas casas e sua terra natal, imigrando para estados mais prósperos.


A QUINTA-FEIRA NEGRA

A decadência nas vendas determinou um grande aumento dos estoques e ao mesmo tempo privou os industriais de capital necessário para saldar suas dívidas ou mesmo manter sua atividade. Dessa forma, muitos empresários passaram a vendar suas ações no mercado financeiro, elevando seu valor, como forma de levantar recursos e manter a produção; porém a elevação das ações fez com que milhares de pessoas passassem a vender as ações que, ao não encontrarem compradores despencaram, provocando vertiginosa queda nas cotações, levando bancos e industrias à falência, determinando a queda dos preços dos produtos agrícolas, provocando o desemprego de milhares de pessoas: 3 milhões em abril de 1930, 4 milhões em outubro do mesmo ano, 7 milhões um ano depois, 11 milhões m outubro de 32, de 12 a 14 milhões nos primeiros meses de 1933.


A CRISE MUNDIAL

A crise espalhou-se rapidamente pelo mundo, devido a interdependência do sistema capitalista. Os EUA eram o maior credor dos países europeus e latinos e passaram a exercer forte pressão no sentido de receberem seus pagamentos. Com a quebra industrial, o bastecimento do mercado latino americano foi afetado, provocando a falte de produtos e a elevação de preços, as importações norteamericanoas diminuíam e mais uma vez os países latinos sentiam os efeitos da crise, pois viviam da exportação de gêneros primários ou mesmo supérfluos, como o café no Brasil.

Na medida em que a economia européia se retraía, as áreas coloniais na Ásia e na África eram afetadas, pois aumentava a exploração das potências imperialistas.O único país a não sentir os efeitos da crise foi a URSS, que naquele momento encerrava o primeiro Plano Quinquenal e preparava o segundo, ou seja, desenvolvia uma economia fechada, que não utilizou-se de recursos externos, apesar das grandes dificuldades do país após a Revolução Russa e a Guerra Civil


Fonte: historianet.com.br


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

História do Bairro de Itaquera.

Vamos saber um pouco mais sobre esse grande bairro da Zona Leste de São Paulo.
Área14 km²
População(décimo) 220 292 hab.(2010)
Densidade150,88 hab/ha
Renda médiaR$ 1.058,87
IDH0,795 - médio (76°)
SubprefeituraItaquera
Região AdministrativaLeste 1
Área Geográfica4

HISTÓRICO DA REGIÃO
Em Itaquera, por volta de 1620, apareceram as primeiras referências à "Roça Itaquera" (Ita=pedra e quera=dura), localizada nas proximidades de Aldeia de São Miguel.
No final do século XVII passou a ser citada como povoamento de São Miguel, no fim do século XVIII, como território de integrante da Freguesia da Penha e por último como bairro do Distrito de São Miguel. Em 1920 tornou-se "Distrito Autônomo.

Em 1919 foram feitos dois grandes loteamentos nesta região; um urbano (hoje Vila Carmozina) e outro ainda hoje chamado "colônia", para caracterizar a sua condição rural. Desde o início esta foi povoada por pessoas de diferentes nacionalidades, entre as quais predominavam os japoneses, que, em 1922 já constituíam a maioria de seus habitantes, surgindo daí o nome "Colônia Japonesa".
ATIVIDADE REALIZADA PELOS IMIGRANTES JAPONESES NA REGIÃO:
A partir da década de 1920, imigrantes japoneses passaram a residir nas glebas rurais existentes na região.
A principal atividade econômica dessas famílias era a produção de pêssegos em uma extensa área circundante à Mata do Carmo.
Há em Itaquera, inúmeras chácaras com hortaliças, flores, galinhas que se destinam à produção de ovos, nessa tarefa, os japoneses são os mais dedicados, destacando-se a Colônia Japonesa.
No transcorrer do século XX, processos econômicos foram aos poucos substituindo as áreas de roçado por vilas e loteamentos.
Grandes levas populacionais, sobretudo do Nordeste assentaram-se na região, atraídas pelos terrenos baratos e pela estação d etrem, que permitia o deslocamento rápido até o centro da cidade.


CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO
A Região Abrangida pela Supervisão Regional do Bem Estar Social de Itaquera Guaianases é de aproximadamente 87 km2, caracterizando-se como bairro dormitório; com uma população estimada em 1.000.000 habitantes, na sua maioria entre 20 e 45 anos, sendo que 60% dessa população tem renda entre 0 e 5 salários mínimos.

O Grande número de COHAB's hoje existentes, 2 em Itaquera e 6 em Guaianases, transformou esta faixa da Zona Leste, na maior taxa de crescimento populacional, segundo dados do último senso.
Quanto ao perfil econômico, atualmente, com a chegada de 02 Shoppings Centers, grandes redes de Supermercados e o aumento do número de Industrias na Colônia Japonesa, está havendo maior aproveitamento da mão de obra da região.

Entretanto, a maioria dos habitantes da localidade continua trabalhando no centro da cidade ou adjacências. O deslocamento diário das pessoas é significativo e a facilidade do transporte metroviário tornou a região mais atrativa.

Caracteriza-se ainda pela expansão Industrial em Substituição a atividade primária. O Comércio, em constante crescimento, destina-se ao atendimento das necessidades dos moradores.

Vale ressaltar que, além de todas as dificuldades comuns aos bairros de periferia, esta região conta com vias de acesso ineficientes, bem como as ruas e avenidas locais, mal asfaltadas e sinalizadas, com grandes pontos de estrangulamento de tráfego e atropelamentos, como exemplo, citamos o entroncamento das Ruas Vitório Santim e Gregório Ramalho, e a saída do metrô Itaquera e Radial Leste.
                                       Estação Dom Bosco da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos


ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO BAIRRO

O bairro de Itaquera, localizado na Zona Leste de São Paulo, desenvolveu-se em grande parte sob a forma clássica de loteamento e vilas.
O Nome Itaquera surgiu pelo fato de existirem muitas pedras no local. Os índios que habitavam esta área, deram o nome ao local, que significa "Pedra Dura".Em 1837, só existiam duas fazendas formando o bairro: Fazenda Caguaçu, que pertencia aos carmelitas do Rio de Janeiro e a Fazenda do Dr. Rodrigues Barreto.

Após quatorze anos, as fazendas foram divididas em lotes e vendidas, os compradores fizeram algumas casas e construíram uma capela em louvor à Santa Ana, surgindo assim a Vila Santana. A Fazenda Caguaçu foi vendida à Companhia Carmozina, hoje Vila Carmozina. Foi aí que começou a povoação de Itaquera, em ritmo acelerado.

Os moradores de Vila Carmozina ergueram uma capela em louvor à Nossa Senhora do Carmo, trazendo para a mesma uma pequena imagem (hoje, Matriz Nossa Senhora do Carmo). O primeiro vigário foi o Revmo. Pe. José Bibiano de Abreu, natural de São Paulo, que inaugurou a Matriz a 23 de dezembro de 1928.

Entretanto, Itaquera nasceu com a denominação de "Paragem de Itaquera",quando o Pe. José de Anchieta, por volta de 1556, fundou o núcleo catequético Ururai (S. Miguel Paulista), ordenando a seguir que se abrisse uma estrada em direção ao Caminho do Mar, atual Estrada da Caguaçu, Av. Pires do Rio, Estrada de São Miguel, Estrada de Itaquera, Estrada da Fazenda e daí em diante, com várias denominações em virtude de sua incorporação aos arruamentos por onde passa, ou seja, Estrada João XXIII, Estrada de Sapopemba, Etc. Com a denominação de "Paragem" veio até o fim do século XIX, quando já estava dividida e duas fazendas: Caguaçu e Nossa Senhora do Carmo.

A Estação ferroviária de Itaquera foi construída em 06 de novembro de 1875, por voluntários portugueses, húngaros e brasileiros. Sendo nesta época o único meio de transporte, o trem, que transportava, além de passageiros, cimento, cereais e bovino. Segundo o Sr. Norival Marton, ex- chefe da Estação, Itaquera é cognominada a "Capital da Linha Tronco da E.F.C.B. A maioria da população concentrada em Itaquera exerce atividade na Capital, ou para lá se dirige para vender seus produtos. 
A primeira Escola Mista do bairro estava localizada na Rua Dr. Luiz Pereira Barreto, sendo o diretor o Sr. Fábio Pereira Barreto, em 1900, as primeiras professoras foram: Sinhá Barreto e Leopoldina Barreto.

A primeira pessoa nascida em Itaquera, foi o Sr. Nicolino Mastrocola, em 22 de outubro de 1907, tendo terminado o curso primário em 1914, na escola acima citada.

Entre os moradores mais antigos de Itaquera podemos destacar: Dr. Rodrigo Pereira Barreto, Manoel de Almeida, Miguel Mastrocola, Francisco Gianetti, Pasqual Novelli, Emidio Campanella, o comerciante Amaury Fonseca. 


ITAQUERA EM CONSTANTE EVOLUÇÃO

Num confronto com a Itaquera de ontem com a Itaquera de hoje, constatamos um progresso verdadeiramente acentuado, no Setor Industrial, Itaquera ainda tem muito o que crescer, possuindo apenas algumas industrias em expansão. O comércio ainda é pouco desenvolvido, porém cresce constantemente. A rede bancária cresceu bem, e hoje possui uma quantidade boa de diferentes bancos.
Há em Itaquera, inúmeras chácaras com hortaliças, flores, galinhas que se destinam à produção de ovos, nessa tarefa, os japoneses são os mais dedicados, destacando-se a Colônia Japonesa.
Imagens do bairro de Itaquera

Como centro religioso, Itaquera possui a sua Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo e outras Igrejas, bem como vários estabelecimentos de ensino, tais como: G.E. Professora Emília de Paiva Meira, G.E. Hiroshima, G.E. Álvares de Azevedo, Liceu Camilo Castelo Branco, e vários outros G.E. instalados em vários pontos do bairro. Itaquera possui cartório de Paz e Imóveis, Fórum, Delegacia de Polícia e Associações Recreativas, possui ainda o SESC ITAQUERA que é um excelente local para o Lazer, e em matéria de acesso e locomoção não deixa a desejar, possuindo metrô e meios de transportes que possibilitam acesso a todos os pontos de São Paulo.

O Jornal do bairro, a "Folha de Itaquera", foi fundada há mais de 07 anos pelo prof. João Roman Flores. O primeiro redator de Itaquera foi o Sr. Julio de Mello e Silva.
ATUALMENTE:
Em 2004, sobre o traçado da antiga linha de trem foi inaugurado a Nova Radial Leste.2 Enquanto tramitava o processo de tombamento da antiga estação, memória histórica do bairro, uma ação silenciosa da prefeitura a demoliu, em 2004.2 Em 2007, influenciado pelo aquecimento do comércio na região, foi inaugurado o Shopping Metrô Itaquera, ao lado da estação de metrô Corinthians-Itaquera.
No mesmo período, começou a ser inaugurada uma série de edifícios de padrão médio, voltados às demandas da classe média baixa. É neste momento de ascensão social e encarecimento do padrão de vida no bairro que é anunciada a construção do Estádio do Corinthians, palco de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014.  As obras viárias, com a finalidade de ligar o estádio ao aeroporto, irão causar a retirada de 4.500 famílias moradoras de favelas da região. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Significado da Suástica.

O que de fato significa o símbolo utilizado pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial – A Suástica.

Segue abaixo alguns artigos para tirar algumas dúvidas:

Suástica


Elaborado por  Steagall-Condé (PR) em 10-05-2009
Do sânscrito "SWASTIKA", (“su"= bom; agradável” e “vasa" ou vasu= habitação, moradia) amuleto;
Símbolo gráfico ortogonal no formato de um icoságono, de simetria radial de quatro "braços", cujas origens se perdem em tempos imemoriais, bastante comum e utilizado na Ìndia da atualidade;
Controversa, alguns semióticos afirmam que, exibindo as braçagens da "swastika" em sentido horário (), significaria DESTRUIÇÃO, em oposição ao sentido anti-horário (), que significaria CONSTRUÇÂO. 
Dezenas de povos ancestrais a utilizaram, tais como Hopis, Navajos, Hindus, Budistas, Vikings, Gregos, Romanos, Celtas, Aglo-saxônicos, Maias, Aztecas, Persas, Cristãos, bem como por tribos neolíticas.
Mais contemporaneamente, com a ascenção do Partido dos Trabalhadores Nacionalistas (NAZIonalistas, donde surgiu o termo NAZISMO) na Alemanha de 1934, o arquiteto çatisi

"O prédio da Marinha Americana em Coronado (Calif.) exibe a forma de uma SUÁSTICA quando avistado pelo Google Earth"


"Por ser extremamente equilibrado, o símbolo da SUÁSTICA é bem poderoso e foi por isso que os Nazistas o copiaram, prá usarem-na como sua logomarca."



Texto elaborado por  Rainer Sousa – Graduado em História – Equipe Brasil Escola
Um símbolo carregado de uma memória triste que marcou o século XX pelas atrocidades acontecidas na Alemanha Nazista. Essa seria a primeira definição que alguém, com poucos conhecimentos históricos, ofereceria no momento que visse o célebre escudo que um dia estampou a bandeira alemã.
Entretanto, poucos conhecem a trajetória da suástica, um antigo símbolo que teve os mais diferentes significados ao longo do tempo. 
Alguns estudos apontam que esse mesmo símbolo, também conhecido pelo nome de “cruz gamada”, apareceu a mais de 3000 anos atrás em algumas moedas utilizadas na antiga Mesopotâmia. Além disso, diversas outras antigas civilizações – como os índios navajos e os maias – também registraram essa mesma marca em artefatos de sua cultura material. A primeira significação definida da suástica surgiu entre os praticantes do hinduísmo. 
Em sânscrito, a palavra suástica significa “aquilo que traz sorte”. Entretanto, o posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente opostas. Quando seus braços estão em sentido horário (conforme observado na bandeira nazista) a suástica seria um ícone mágico capaz de chamar a atenção das divindades malévolas. Se estivesse disposta de maneira inversa, poderia atrair boas energias, bem como servir como uma referência ao deus Sol. 
Em outras culturas também é possível observar usos bastante variados para essa mesma simbologia.
Os chineses adotavam a suástica para representar o número 10.000; a maçonaria a utiliza como meio de representação de uma constelação próxima à estrela Ursa Maior; e os bascos representam por meio da suástica a imagem de uma dupla espiral. Ainda assim, entre tantos outros usos e significações, a mais conhecida foi difundida pela poderosa máquina de propaganda nazista. 
A associação entre a suástica e o nazismo teria sido feita pelo poeta alemão Guido List, que sugeriu o uso do símbolo como síntese do orgulho nacionalista alemão e o repúdio ao povo judeu. Estudos recentes indicam que o encontro entre o nacionalismo alemão e a suástica foi possível graças às precipitadas interpretações do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann. 
No final do século XIX, esse estudioso coordenava uma pesquisa no estreito de Dardanelos, onde presumidamente haveria sido construída a cidade de Tróia. Durante algumas escavações, Heinrich encontrou vários artefatos com suásticas bastante semelhantes a outras que ele havia encontrado nas proximidades do Rio Oder, na Alemanha. A partir disso, ele presumiu que havia algum elo entre os antigos povos gregos e os teutões, que primeiramente ocuparam a Alemanha. 
Entretanto, ao contrário do que possa aparentar, a suástica apareceu no mundo Ocidental antes do movimento nazista ganhar força na Europa. Os membros da Sociedade Teosófica, fundada por Madame Blavatsky, incorporou a suástica entre seus símbolos.
No início do século XX, a Coca-cola distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os combatentes da 45ª Divisão de Infantaria Americana utilizaram uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial. 
Na Alemanha, o símbolo seria primeiramente incorporado por algumas organizações nacionalistas e militares. A escolha do símbolo para o Partido Nazista foi justificada por Hitler em seu livro “Minha Luta”. De acordo com o líder nazista, a suástica teria a capacidade de representar a luta em prol do triunfo do homem ariano e o desenvolvimento da nação alemã por meio da campanha anti-semita. Com isso, a suástica viria a ganhar a sua mais reconhecida interpretação. 
Na atualidade, grupos religiosos procuram combater as idéias negativas que foram vinculadas à cruz gamada por meio do nazismo alemão. Um grupo norte-americano conhecido como “Amigos da Suástica” promove a divulgação dos significados originais do símbolo e faz questão de demonstrar veementemente que são completamente contrários ao nazismo ou qualquer outra ideologia racista.
Fonte: www.brasilescola.com


Segue outro texto sobre o significado da suástica:
Não se sabe exatamente qual foi o povo que usou esse sinal pela primeira vez, mas é certo que ele tem origem muito antiga, de pelo menos 5 mil anos.
A palavra em si vem do sânscrito svastika, que significa "condutora do bem-estar". Conhecida como símbolo de boa sorte pela maioria das culturas, a suástica ornamentava as moedas da Mesopotâmia 3 mil anos antes de Cristo e também aparecia na arte de povos como os bizantinos e os primeiros cristãos.
Os índios maias, da América Central, e os navajos, da América do Norte, também a retrataram - e ainda hoje ela continua a ser usada como símbolo de fortuna pelos hindus.
Existem dois tipos de suástica: uma com os braços virados em sentido horário, outra voltada para o sentido oposto. Essa última, tida como noturna, seria usada em rituais de magia negra. A primeira - considerada um símbolo solar e, portanto, diurno - é a da boa sorte.
Quando foi fundado o Partido Nacional-Socialista alemão, em 1920, a suástica solar foi adotada como seu emblema principal por sugestão do poeta Guido von List. Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, o símbolo foi oficialmente aposentado, mas continua sendo usado por grupos neonazistas.

Dupla faceUm símbolo, dois significados
A Suástica SOLAR era um símbolo de fortuna e boa sorte
A Suástica NOTURNA era usada para invocar forças malignas

Fonte: Revista mundo estranho da abril.