Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Simon Bolívar "El Libertador"

O Pai da Independência Sul-Americana:

Simon Bolívar é frequentemente chamado de "o George Washington" da América Latina. Ele é considerado o responsável pela libertação de cinco países sul-americanos do domínio espanhol: Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador.
Simon Bolívar nasceu no dia 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela. De família aristocrata, descendente de espanhóis, ele tornou-se órfão aos 9 anos. Ainda muito jovem, visitou diversos países europeus, e foi enviado em 1799 a Madri, na Espanha, para completar sua educação. Aos 18 anos, Bolívar casou-se com Maria Teresa de Toro e, em 1802, o casal foi a Caracas, aonde, após seis meses de matrimônio, a jovem veio a falecer.



Em 1804, Bolívar retornou à Europa, visitando a França e a Itália. Ele ficou extremamente impressionado com Napoleão Bonaparte, que havia se coroado imperador, e o jovem Bolívar então passou a sonhar em ter a glória semelhante. Quando Bolívar foi a Roma, fez seu famoso juramento, no Monte Sacro, de libertar a América do Sul.
Em 1808, Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha, depôs a dinastia Bourbon e nomeou seu irmão José como rei espanhol. Todas as colônias espanholas recusaram-se a reconhecer a autoridade de Bonaparte. Alguns continuaram aderindo à família real espanhola, enquanto outros decidiram perseguir a independência.
A revolução contra o domínio espanhol teve início na Venezuela, em 1810, com a deposição do governante espanhol. Uma declaração formal de independência foi feita em 1811, e no mesmo ano, Bolívar tornou-se oficial do exército revolucionário. Porém, em 1812, tropas espanholas retomaram o poder na Venezuela. O líder da revolução venezuelana, Francisco Miranda, foi preso e Bolívar deixou o país.


Nos anos seguintes ocorreram diversas guerras. As vitórias venezuelanas eram seguidas por derrotas esmagadoras, mas Bolívar nunca desistiu. Finalmente, em 1819, Bolívar liderou seu pequeno exército ao longo de rios e vales, e nas altas trilhas dos Andes, para atacar as tropas espanholas na Colômbia. Ele venceu a importante Batalha de Boyaca, em 7 de agosto de 1819, e a República da Colômbia foi proclamada em dezembro do mesmo ano. Em 1821, Bolívar finalmente libertou a Venezuela na Batalha de Carbobo e um de seus mais talentosos oficiais, Antonio José de Sucre, libertou o Equador na Batalha de Pichincha, em maio de 1822.
Enquanto isso, o patriota argentino José de San Martin libertava a Argentina e o Chile, e iniciava a libertação do Peru. Simon Bolívar e José de San Martin se reuniram na cidade de Guayaquil, no Equador, no verão de 1822, mas não chegaram a um acordo sobre unir suas forças para combater os espanhóis. San Martin não queria se envolver numa luta por poder com Bolívar, pois isso beneficiaria a Espanha. Portanto, ele renunciou à sua posição como Protetor do Peru, deixando o poder para Bolívar e emigrou da América do Sul. Bolívar chegou ao Peru em 1823 e prevaleceu sobre o governo real espanhol na Batalha de Junin, em agosto de 1824. Mas foi Sucre que assegurou uma vitória total, ao esmagar as tropas espanholas em Ayacucho, em dezembro de 1824. A guerra pela independência estava vencida!


Após as vitórias militares, Simon Bolívar encontrava-se em uma posição extraordinária. Ele era presidente da Colômbia, ditador do Peru e presidente da recém-formada Bolívia, região que havia sido chamada de Alto Peru nos tempos coloniais. O novo país foi nomeado em sua homenagem.    
Após realizar seu sonho de libertar seu país e outras nações sul-americanas do controle espanhol, o objetivo seguinte de Simon Bolívar foi de o de se tornar um líder e estadista sul-americano. Bastante impressionado com os Estados Unidos da América, onde diversos estados haviam se unido para formar um único país, Bolívar planejou realizar uma federação das nações da América do Sul. De fato, Venezuela, Colômbia e Equador já constituíam a República da Grande Colômbia, sob a presidência de Bolívar. Mas diferentemente dos Estados Unidos, as tendências de independência nacional no continente não podiam ser ignoradas. Quando Bolívar convocou o Congresso das Nações da América Hispânica, em 1826, apenas quatro países compareceram.

Simon Bolívar e José de San Martin

No entanto, ao invés de mais países se unirem à Grande Colômbia, o oposto ocorreu: a república começou a se repartir. Para agravar a situação, uma guerra civil irrompeu na Colômbia em 1826. Bolívar tentou evitar uma separação definitiva das regiões em conflito. Ele conseguiu que ocorresse uma reconciliação temporária e convocou uma nova assembléia constituinte em 1828, mas não concordou com as deliberações do corpo legislativo e assumiu poderes ditatoriais temporariamente. A oposição a Bolívar começou a crescer repentinamente e em 25 de setembro de 1828, ele escapou por pouco de uma tentativa de assassinato.

Bolívar não conseguiu manter a confederação dos países da América do Sul. Por volta de 1830, Venezuela e Equador já haviam deixado a união, e Bolívar, percebendo que suas ambições políticas eram uma ameaça à paz regional, renunciou em abril do mesmo ano. Quando faleceu, em 17 de dezembro de 1830, ele estava deprimido, pobre, e havia sido exilado de seu país de origem, a Venezuela. Ele morreu de tuberculose em Santa Marta, na Colômbia.
Simon Bolívar morreu odiado por seus inimigos e exilado de seu próprio país. Todavia, após sua morte, sua reputação foi restaurada e ele obteve fama de proporções quase mitológicas. Foi, sem dúvida, um líder marcante. Um homem ambicioso, às vezes assumia posturas de ditador; porém, ele esteve sempre mais preocupado em preservar a democracia e assegurar o bem-estar de seu povo do que com suas ambições pessoais. O trono lhe foi oferecido, mas ele o recusou. Presume-se que ele considerava seu título de "El Libertador" maior que qualquer título real.

Não há dúvidas de que Bolívar foi o principal líder na libertação das colônias espanholas na América do Sul. Mesmo antes de iniciar sua campanha militar, ele já havia escrito cartas, publicações em jornais e feito discursos a favor da independência. Posteriormente, ele arrecadou fundos para financiar as guerras, e foi o principal líder das forças revolucionárias.
Não obstante, ele não pode ser considerado um grande general. Os exércitos que ele derrotou não eram poderosos. Bolívar não foi um estrategista militar, porém possuía algo extremamente valioso: sua firme determinação a despeito de qualquer obstáculo. Mesmo após sofrer tantas derrotas contra os espanhóis, ele re-agrupou suas tropas e continuou a lutar. Outros provavelmente teriam desistido.

Em algumas maneiras, Simon Bolívar foi ainda mais notável que o pai da independência norte-americana, George Washington. Diferente de Washington, Bolívar libertou qualquer escravo que encontrava durante suas batalhas e tentou abolir a escravidão em todo território que ele libertou. Não obstante, mesmo após sua morte, a escravidão continuou existindo nas ex-colônias espanholas na América Latina. 
Simon Bolívar era um romântico e um idealista, com grandes ambições políticas. Mas ele não dava muita importância ao dinheiro; entrou na política como um homem rico e faleceu muito pobre. Ainda hoje, Bolívar continua sendo um dos maiores heróis na história da América do Sul.

Fonte: www.10emtudo.com.br

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Prefeito de São Paulo anuncia mudanças significativas na rede municipal de ensino.

Entendo que já estava na hora de ocorrer mudanças, pois não dar para admitir alunos completamente desinteressados com o ensino, desrespeitando professores e no final ainda são agraciados com avanço para próxima série sem muitas vezes fazer por merecer.
A família também tem que participar, assim, com a medida de enviar os boletins para casa quem sabe alguns pais possam participar mais da vida escolar de seus filhos e exigir mais.
O que o Prefeito não pode esquecer é do investimento no professor, pois este é a peça chave da engrenagem.
Contratar mais professores, salário digno, valorização aos bons profissionais e exigir a diminuição de faltas daqueles que não estão compromissados com a educação.
Vamos acreditar!
Segue abaixo as propostas do prefeito.

Entre novidades anunciadas por Haddad para a rede municipal estão o retorno de exigências antigas, como provas bimestrais e mais possibilidades de repetência
Os alunos da rede municipal de ensino fundamental de São Paulo passarão a ter provas bimestrais obrigatórias, pelas quais receberão notas de zero a 10, e seus pais vão receber boletins em casa com o seu desempenho a partir do próximo ano. Além disso, aqueles que não obtiverem resultado satisfatório nas avaliações terão que passar por recuperação no contraturno e até nas férias. Essas exigências, tradicionais nas escolas no passado, fazem parte de uma série de medidas integrantes do plano Mais Educação, apresentadas como novas pelo prefeito Fernando Haddad para melhorar a qualidade da rede escolar da cidade.
“O objetivo é aumentar a exposição de toda a cidade à educação”, afirmou o prefeito a jornalistas na quarta-feira.
Na reorganização do ensino fundamental que Haddad anuncia nesta quinta-feira, a prefeitura vai alterar os ciclos e aumentar a possibilidade de repetência. Atualmente, os alunos podem ficar retidos apenas no 5º ano e no 9º ano. Na nova configuração, haverá três ciclos: de alfabetização (1º ao 3º ano), interdisciplinar (4º ao 6º ano) e autoral (7º ao 9º ano). Ao final do primeiro, segundo e na 7ª, 8ª e 9ª série do terceiro ciclo, aqueles que não aprenderam o mínimo que deveriam podem ser obrigados a repetir de ano.
“Com isso, você resgata alguns marcos para dar referências para o professor e o aluno daquilo que precisa ser compreendido e assimilado até aquele momento. E referências são importantes”, explica Haddad.
Mas o prefeito promete que várias ações serão implantadas para evitar que os alunos cheguem ao final dos ciclos sem terem aprendido o necessário. No primeiro deles, o objetivo é garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, meta estabelecida também pelo Ministério da Educação através do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
No segundo, o aluno passa a ter mais disciplinas, com um professor âncora até o sexto ano, não mais só até o quinto, e outros docentes que orientarão o desenvolvimento de projetos. Segundo Haddad, isso deve diluir o choque da mudança entre o universo do “único professor para o universo de vários professores”, que normalmente ocorre no quinto ano.
E finalmente, no último, o autoral, o aluno passa ater docentes especialistas para todas as disciplinas e terá a possibilidade de fazer dependência de algumas delas, sem precisar passar pela repetência.
Embora o número de anos em que pode haver retenção tenha sido ampliado de dois para cinco, a prefeitura acredita que as novas exigências, como provas bimestrais com nota, lição de casa obrigatória e recuperação, tanto no contraturno como nas férias, farão com que menos alunos deixem de seguir o fluxo escolar.
Além de mudanças na organização curricular e de avaliação, o plano Mais Educação inclui promessas de construção de creches , escolas de ensino infantil e 20 novos CEUs (Centro de Educação Unificado), que também se transformarão em pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para oferecer cursos de graduação, especialização e mestrado a distância para professores.
Fonte: Último Segundo.


sábado, 10 de agosto de 2013

PONTOS CARDEAIS.

Você sabe o que são os Pontos Cardeias e a Rosa dos Ventos?

Pontos cardeais são os pontos básicos para determinar as direções e são concebidos a partir da posição na qual o Sol se encontra durante o dia.
Os quatro pontos são: Norte (sigla N), denominado também de setentrional ou boreal; Sul (S), chamado igualmente de meridional ou austral; Oeste (O ou W), conhecido também como ocidente; e Leste (E), intitulado de oriente.
Os pontos que se encontram no meio dos pontos cardeais. Esses pontos intermediários são denominados de pontos colaterais: Sudeste (entre sul e leste e sigla - SE), Nordeste (entre norte e leste - NE), Noroeste (entre norte e oeste - NO) e Sudoeste (entre sul e oeste - SO).
Existem ainda maneiras mais precisas de orientação, oriundas dos pontos cardeais e colaterais. Esses são conhecidos por pontos subcolaterais que se encontram no intervalo de um ponto cardeal e um colateral, que totalizam oito pontos. São eles: norte-nordeste (sigla NNE), norte-noroeste (NNO), este-nordeste (ENE), este-sudeste (ESE), sul-sudeste (SSE), sul-sudoeste (SSO), oeste-sudoeste (OSO) e oeste-noroeste (ONO).

Uma forma iconográfica de mostrar os pontos é a rosa dos ventos, chamada também de rosa dos rumos e rosa-náutica.
Rosa dos Ventos