Nada é Definitivo!

"Como o nome do Blog diz, não existe uma única verdade, portanto, sempre temos que investigar tudo o que nos dizem sobre a história, para que possamos chegar mais próximos de uma verdade. Este blog é apenas um dos vários caminhos que existem, sejam bem vindos."

sábado, 10 de novembro de 2012

Roma Antiga

Da Fundação ao Período Monárquico
A civilização romana nasceu no centro da Península Itálica, na cidade de Roma, por volta do século VIII a.C. Progressivamente, os romanos foram conquistando a Itália, a área do Mediterrâneo, a Europa, o norte da África e a Ásia Menor. No seu apogeu, o Império Romano foi um dos maiores e mais poderosos da Antiguidade. Sua decadência, no século V, encerrou a Idade Antiga.
De acordo com uma antiga lenda, Roma foi fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo, por volta de 753 a.C. Já os historiadores e arqueólogos afirmam que Roma começou a se formar antes dessa data, no decorrer do segundo milênio antes de Cristo, a partir de algumas aldeias de agricultores e pastores. Esses primeiros habitantes construíram suas cabanas no Monte Palatino, perto do Rio Tibre. Roma era, então, apenas uma das várias povoações onde viviam os latinos, povos da planície do Lácio. A sua população cresceu e se espalhou pelas sete colinas vizinhas, levando os romanos a construir uma primeira muralha protetora.

Povos da Antiga Península Itálica
Roma, capital do maior império da Antiguidade, situa-se no centro da Península Itálica. A Península Itálica localiza-se na região central do Mar Mediterrâneo, no sul do continente europeu. A Itália limita-se ao norte com os Alpes, ao sul com o Mediterrâneo, a leste com o mar Adriático e a oeste com o mar Tirreno.
A abundância de terras férteis e condições climáticas favoráveis; clima quente e seco, além de permitir a pastagem durante todo o ano, a região favorecia a plantação de cereais e de frutas.
A Península Itálica foi povoada por diversos povos: italiotas, etruscos, gregos e gauleses.
Os italiotas chegaram à Itália por volta do II milênio a.C., fixaram-se na Itália Central, subdividiam-se em diversos grupos: latinos, volcos, équos, úmbrios, sabinos, samnitas etc.
Os etruscos chegaram à Itália por volta do século VIII a.C. Ocuparam inicialmente, a região central da Itália. Depois, aumentaram seus domínios conquistando regiões desde o norte até a Campânia. Até os dias atuais não se conhece sua origem e nem se conseguiu decifrar sua escrita. Sabe-se, no entanto, que sua economia era baseada na agricultura, na indústria e no comércio. Sua marinha era bem desenvolvida e tinham o monopólio comercial da parte norte do Mediterrâneo. Sua cultura influenciou bastante os romanos.
Os gregos chegaram à Itália por volta do século VIII a.C. Em seu movimento de colonização, os gregos fundaram na parte sul da Itália diversas cidades (Nápoles, Siracusa, Tarento etc.), conhecidas em seu conjunto como Magna Grécia.
Os gauleses fixaram-se ao norte da península, na região denominada Gália Cisalpina, nas ricas planícies do rio Pó.
A história política de Roma dividiu-se em três grandes períodos: Monárquico, Republicano e Imperial.
                  
Período Monárquico (753 a.C.-509 a.C.)

O estudo deste período que durou quase dois séculos e meio é baseado em pesquisas arqueológicas e na interpretação das lendas e tradições. Durante a monarquia (ou realeza), Roma foi dominada por outros povos que lá viviam como os etruscos, que durante cerca de cem anos dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis.
Acredita-se que, durante a Monarquia, Roma teve sete reis: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio, o Antigo, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo.
Desses reis, os quatro primeiros eram italiotas, e os três últimos, etruscos.

Organização Econômica:

Durante o período monárquico, a agricultura e a pecuária foram as atividades que predominaram entre os romanos para a obtenção de seus meios de subsistência. O trigo, o azeite e o vinho eram os produtos agrícolas mais importantes. O gado, além de fornecer a carne e os laticínios, era utilizado como tração no arado.
A indústria e o comércio figuravam como atividades secundárias. A indústria doméstica (armas e utensílios) bastava para as necessidades mais imediatas. O comércio não chegou a dar origem a uma classe profissional, uma vez que as operações mercantis permaneceram nas mãos dos grandes proprietários rurais.

Organização Social:

A sociedade romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de nascimento.
Patrícios: descendentes dos latinos, fundadores da cidade de Roma. Composta pela nobreza, que tinha suas bases assentadas na grande propriedade rural (latifundium); constituíam a camada dominante da sociedade romana.
Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios prestando-lhes diversos serviços pessoais, em troca de auxílio econômico e proteção social.
Plebeus: pequenos proprietários, comerciantes e estrangeiros que constituíam a grande maioria da população romana. Constituía-se de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas pelos romanos. A princípio, os plebeus não tinham direitos de cidadão: não podiam exercer cargos públicos, nem participar da Assembléia Curial. Entretanto, lutando por seus interesses, os plebeus foram conquistando uma série de direitos e privilégios reservados só aos patrícios.
Escravos: prisioneiros de guerra, em número reduzido no período monárquico. Trabalhavam nas mais diversas atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam as funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado um mero bem material, uma coisa subumana, uma propriedade do senhor. Por isso, o senhor tinha o direito de castigá-lo à vontade, de vendê-lo, de alugar seus serviços, de decidir sobre a sua vida ou morte.

Organização Política:

Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle dos patrícios. 
Rei: a autoridade suprema. Era o chefe militar e religioso e juiz. Era fiscalizado pela Assembléia Curial e o Senado.
Senado: conselho formado por velhos cidadãos, responsáveis pela chefia das grandes famílias (gens).  As principais funções do Senado eram: propor novas leis e fiscalizar a ação do rei. Formado nos primeiros tempos, por trezentos velhos chefes de famílias patrícias escolhidos pelo rei.
Assembléia Curial: compunha-se de cidadãos que estavam agrupados em cúrias (conjunto de dez clãs ou gens). Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A Assembléia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou rejeitar leis, aclamar o rei etc.
A aproximação dos reis etruscos com a camada plebéia levou os patrícios a deporem o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, dando fim à monarquia e instituindo a República em Roma.
Data: 17/01/2011
Bibliografia:
BLOCH, Raymundo. Origens de Roma. Editorial Verbo: Lisboa, 1971.
ARRUDA, José Jobson de A.,PILETTI, Nelson. Toda a História. Editora Ática: São Paulo, 2007.
ROSTOVTZEFF, Michael I. História de Roma. Zahar Editores: Rio de Janeiro, 1977.
Fonte:www.historiamais.com

A Lenda da Fundação de Roma


Os romanos explicavam a origem de sua cidade por meio de lendas que envolviam deuses e heróis.
Na obra Eneida, o poeta romano Virgílio, conta que Enéias, um príncipe troiano, fugiu para a Península Itálica após a destruição da cidade de Tróia pelos gregos. Na região do Lácio, fundou a cidade de Lavínio. Mais tarde, seu filho Ascânio fundou a cidade de  Alba Longa.
Segundo a lenda, Enéias foi sucedido por doze reis, até que houve uma briga entre dois irmãos, Numitor e Amúlio que queriam ser os reis de Alba Longa.
Amúlio venceu e mandou matar os filhos e os netos de Numitor. Os gêmeos, Rômulo e Remo, foram jogados em um cesto nas águas do rio Tibre. Os deuses protegeram os meninos, que foram amamentados por uma loba e depois criados e educados por um pastor de nome Fáustulo.
Quando adultos Rômulo e Remo retornaram para Alba Longa, mataram o tio-avô e devolveram o trono da cidade ao legítimo sucessor, seu avô Numitor. Receberam permissão para fundarem uma cidade. Assim, Rômulo fundou a cidade de Roma, sobre as sete colinas. Surgiu uma disputa entre os dois irmãos para saber quem reinaria em Roma. Rômulo matou Remo, passando a reinar sobre a cidade, fundada em 753 a.C.
Depois de Rômulo, a cidade de Roma teve sete reis. Rômulo organizou o Senado, uma das principais instituições do governo em Roma, e dividiu a sociedade romana em dois grupos: os patrícios e os plebeus.
Historicamente as pesquisas indicam que o nascimento de Roma está ligado aos povos italiotas (sabinos e latinos) por volta do século VIII a.C. Mas foi só por volta do século VII a.C. que os etruscos consolidaram a fundação de Roma, ao se expandirem pela região do Lácio.
17/01/2011
Bibliografia:
BLOCH, Raymundo. Origens de Roma. Editorial Verbo: Lisboa, 1971.
ARRUDA, José Jobson de A.,PILETTI, Nelson. Toda a História. Editora Ática: São Paulo, 2007.
Fonte: www.historiamais.com

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma Redação de um futuro Jornalista.


Parabéns David Pereira Júnior, se você for o Jornalista que se propõe a ser, é tudo que o Brasil precisa, basta de enganarem o povo, se cada um contribuir com essas iniciativas, poderemos se tornar um grande país de verdade.
Chega de mentiras, corrupção, mensalão etc.

David Pereira Júnior. RA: 201212027
Curso: Jornalismo. Turma: 1BNCSJO
Tema: Meu futuro papel como jornalista.
O que eu quero ser quando crescer
Em uma manhã de sábado, parei para pensar na proposta de escrever uma redação sobre o tema “meu futuro papel como jornalista” e isto me fez pensar naquela pergunta, extremamente comum na infância de qualquer pessoa “o que você vai ser quando crescer?”. 
Lembro-me que a resposta mudava frequentemente. Tudo começou com “jogador de futebol”, uma pena que esta é a resposta de nove entre dez garotos e logo foi por água abaixo por excesso de contingente. 
Quando entrei no ensino médio queria ser dentista, na verdade nunca me dei bem com as ciências biológicas, mas tinha certa paixão pelo sorriso das pessoas, queria poder fazer com que todos tivessem o prazer de sorrir para a vida, mas logo concluí que as pessoas não deixam de sorrir simplesmente pela falta de dentes ou qualquer outro problema dentário, mas sim pelas infelicidades e mágoas da vida e quanto a isso não havia nada que um pobre dentista conseguiria fazer.  
Devo confessar que em certo momento apaixonei-me pela literatura, li livros que mexeram comigo de tal forma que criaram em mim um vício, modesto, porém ainda sim um vício de leitura. Mas o que isso tem a ver com o futuro papel como jornalista? Tudo meu caro leitor, pois além de criar o hábito pela leitura, também tomei gosto por escrever, não aquelas redações extremamente limitadas que os professores passavam mais para criticar algum defeito gramatical do que para enxergar um potencial na escrita, comecei a escrever sobre a vida, meus medos, sonhos e paixões. 
Junte a isso um crescente espírito crítico que se desenvolvia em mim e voilà, surge o sonho de me tornar jornalista. Ok, chegamos ao clímax do texto. Após muito pesquisar e descobrir que cursar jornalismo era realmente o que queria, fui buscar exemplos de profissionais e descobri um enorme contraste entre os jornalistas, enquanto alguns eram ótimos profissionais, comprometidos com a verdade e com a ética, por outro lado, a grande maioria transformava o jornalismo em sensacionalismo, inventavam fatos, e usavam o nome de jornalista para promoverem fofocas, boatos e notícias que só serviam para alienar a população. 
Mas isso não me desmotivou, na verdade foi um dos motivos para querer me tornar um profissional igual aos primeiros citados, igual àqueles primeiros jornalistas que surgiram junto com as ideias Iluministas. Quando eu escolhi ser jornalista eu nunca pensei em ficar rico ou famoso, eu escolhi com a intenção de prestar serviços para uma população que mais do que nunca, mesmo com o bombardeio de informações recebidas é carente de conhecimento. Não quero ser mais um a alienar, e nem serei, eu quero ser alguém que pode ter a verdadeira honra de falar “jornalista” quando me perguntarem o que eu quero ser.